FolhaPress

Voo parte nesta quarta-feira de Recife para buscar 2 milhões de vacinas na Índia

Fiocruz fez pedido semana passada à Anvisa para ter autorização para aplicar os 2 milhões de doses da vacina importada do país

Índia volta a colocar em dúvida a exportação das doses da vacina de Oxford para o Brasil, diz jornal indiano
Anvisa decidirá no domingo sobre autorização emergencial de vacina

O avião que vai trazer da Índia os 2 milhões de doses da vacina de Oxford contra o coronavírus decolará nesta quarta-feira (13) de Recife. O transporte será feito em um voo da companhia área Azul.

Mais cedo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, havia antecipado a informação sobre as doses encomendadas pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) junto ao Instituto Serum, que é credenciado pela farmacêutica AstraZeneca para produzir a vacina.

“Hoje decola o avião para buscar os 2 milhões de doses na Índia. É o tempo de viajar, apanhar e trazer. Já está com a documentação de exportação pronta”, afirmou Pazuello durante pronunciamento em Manaus na manhã desta quarta-feira (13). O voo de volta está previsto para o sábado (16), de acordo com o ministro.

Segundo a “Folha de S.Paulo”, o plano do governo é enviar em avião à Índia para buscar as doses prontas da vacina e uma segunda aeronave à China para trazer a matéria-prima que será utilizada para a produção da vacina em solo brasileiro pela Fiocruz.

Ministro reafirma vacinação em janeiro

Em sua fala, Pazuello voltou a dizer que as vacinas deverão ser distribuídas aos estados e municípios em três ou quatro dias após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar o uso emergencial. No entanto, evitou cravar uma data em que a vacinação começará no país.

“Quando a Anvisa concluir sua análise de segurança e eficácia, três ou quatro dias depois nós estaremos distribuindo a vacina no Brasil, ponto. A Anvisa vai se pronunciar dia 17, botem aí os números para frente. Se alongar até dia 20, 22, botem os números pra frente, mas é janeiro”, declarou.

A Anvisa deve dar um parecer sobre o uso emergencial da vacina de Oxford e a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com a chinesa Sinovac, no domingo (17).

A Fiocruz fez pedido semana passada à Anvisa para ter autorização para aplicar os 2 milhões de doses da vacina importada da Índia. A fundação deve solicitar até sexta-feira (15) o pedido de registro da vacina (para vacinação em massa da população). Se houver aval da Anvisa para o registro, fica autorizada a produção e distribuição em larga escala pela Fiocruz.

Índia vetou exportação, mas depois liberou

O presidente do Instituto Serum, Adar Poonawalla, chegou a dizer que o governo indiano havia proibido a exportação de vacinas contra a covid-19 produzidas no país, incluindo a de Oxford encomendada pela Fiocruz.

A informação surpreendeu o governo brasileiro, que mobilizou o Itamaraty para negociar a liberação das doses. Um dia depois, o próprio Poonawalla usou suas redes sociais para desfazer o mal-entendido e dizer que as exportações estavam permitidas a todos os países.

A vacina de Oxford recebeu autorização de uso emergencial na Índia, que prepara o início da vacinação para este sábado (16). Na sexta-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, uma carta pedindo a antecipação “com urgência” do fornecimento das doses da vacina.