Vila Cultural Cora Coralina apresenta acervo de Marcelo Solá e Éder Bonfim

A exposição abre ciclo de mostras de coleções goianas que serão realizadas pela Secult Goiás nas salas Antônio Poteiro e Sebastião Barbosa


Goiás Agora
Do Goiás Agora | Em: 03/08/2019 às 10:48:49

Vila Cultural Cora Coralina (Foto: Divulgação)
Vila Cultural Cora Coralina (Foto: Divulgação)

Dando início à programação do segundo semestre da Vila Cultural Cora Coralina, unidade da Secretaria de Cultura de Goiás (Secult Goiás), na próxima terça-feira, dia 06 de agosto será aberta a mostra Coleções Goianas: Acervo Marcelo Solá e Éder Bonfim. A exposição é constituída por cerca de 70 obras de arte contemporânea e de arte popular, que cobrem a produção artística brasileira das últimas décadas.

Esses desenhos, pinturas, gravuras, serigrafia, artesanato em madeira, esculturas, arte indígena, cerâmica, entre outras modalidades e técnicas, estarão expostos até o dia 7 de setembro, na sala Antônio Poteiro. Além da exposição da coleção, haverá uma individual, na sala Sebastião Barbosa, com dez peças da produção gráfica de Marcelo Solá, produzidas nos últimos dois anos. A entrada é gratuita e a exposição é aberta das 9h às 17h, de segunda a segunda.

O acervo do artista Marcelo Solá e do colecionador Éder Bonfim expressam o senso artístico de ambos e suas relações com as culturas e tradições populares brasileira. Solá conta que grande parte de sua coleção é composta por obras de amigos e pessoas que cresceram artisticamente junto com ele. “Muitas dessas obras são presentes ou trocas feias com grandes artistas. A coleção se caracteriza pela afetividade”, diz. As obras foram coletadas por eles, nas três últimas décadas, e apresenta obras de artistas contemporâneos consagrados, como o paulista Hidelbrando de Castro, o gaúcho Daniel Acosta e os goianos Pitágoras Lopes, Juliano Morais, Siron Franco e o próprio Marcelo Solá, e obras de artistas jovens, como Pedro Castelyn e Estevão Parreiras.

Éder Bonfim afirma que sua coleção teve início há aproximadamente 12 anos e que grandes partes das obras e objetos foram adquiridos durante viagens. Bonfim afirma que sempre se interessou não apenas por arte popular, Naif e objetos indígenas, mas pela história das peças e dos artistas que as produziram. “A minha relação com essa coleção se baseia na história de cada artista, na região onde eles vivem, no material que eles usam e em suas histórias pessoais e suas crenças religiosas”, conta.

De acordo com o coordenador da Vila Cultural e curador da mostra, Gilmar Camilo, a exposição é um apanhado de obras que expressam os caminhos da produção artística nos últimos anos. “A coleção de Solá e Bonfim é como um passeio pelo Brasil contemporâneo e antigo. São obras coloridas, densas, que tratam das religiosidades, do universo do cinema, dos quadrinhos e várias são obras curiosas, que tratam das lendas brasileiras, por exemplo”, afirma.

A proposta da Secretaria de Cultura de Goiás, por meio da Vila Cultural Cora Coralina, ao realizar essa exposição, é democratizar o acesso às artes visuais. “São obras que estavam dispostas em ateliês e locais particulares, onde apenas amigos e colecionadores têm acesso”, disse Gilmar. “Marcelo Solá e Éder Bonfim generosamente se dispuseram a ceder temporariamente essas obras para uma exposição que compartilhasse com um público maior essa riqueza artística e cultural, além do seu olhar e do seu senso de estética, que acabam por revelar ao público as influências de sua própria produção”, afirmou.

O Secretário de Cultura de Goiás, Edival Lourenço, explica que a proposta da Secult e do Governo de Goiás é dar espaço para artistas goianos em todos os espaços culturais ligados ao Estado. “Temos essa proposta em todos os equipamentos públicos. A ideia é essa com as artes, o cinema, a literatura, a música, a dança, o teatro… A Vila Cultural Cora Coralina sempre incentiva a presença de artistas locais. Também aplicamos a mesma ideia ao Cine Cultura, onde exibimos filmes de cineastas goianos, ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, ao Centro Cultural Octo Marques, ao Centro Cultural Martim Cererê e aos demais espaços”, justifica.