Estupro

Vigilantes de presídio de Pontalina são denunciados pelo MP-GO por estupro de detentas

Os dois homens ainda estão foragidos. Denúncia destaca que os réus utilizaram da autoridade que exerciam sobre as detentas para ameaçá-las e cometer os crimes sexuais


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 22/07/2019 às 14:20:00

Tulio Rosa da Silva e Leandro Santana Rezende Chaves continuam foragidos (Foto: Reprodução)
Tulio Rosa da Silva e Leandro Santana Rezende Chaves continuam foragidos (Foto: Reprodução)

Os vigilantes prisionais Túlio Rosa da Silva e Leandro Santana Rezende Chaves foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) pelo estupro de duas detentas. As mulheres sofreram os abusos dentro da unidade prisional de Pontalina, a 130 quilômetros de Goiânia. Os dois homens estão foragidos e, se condenados, podem pegar de seis a 10 anos de prisão.

Segundo o MP-GO, a pena pode sofrer aumento devido à autoridade que os réus exerciam sobre as vítimas e os conhecimentos deles sobre a legislação de crimes hediondos. O crime foi no último dia 15 de junho. De acordo com a denúncia do promotor de Justiça Guilherme Vicente de Oliveira, as vítimas ocupavam a mesma cela e começaram uma discussão. As duas foram retiradas pelos vigilantes e levadas até uma sala do presídio, onde ficaram algemadas e retornaram para a cela algum tempo depois.

Ainda segundo o texto, no período noturno, as vítimas foram novamente retiradas da cela pelos denunciados sobre o pretexto de que o diretor da unidade queria conversar com elas. Túlio levou uma das mulheres para uma sala e a estuprou. Para intimidar a vítima, ele disse que, se ela não “ficasse”com ele, teria que assinar uma falta disciplinar. E mais: que ele contaria sobre a briga aos superiores. Isso poderia prejudicar o benefício de progressão de regime.

Consta na denúncia que Leandro agiu da mesma forma e levou a outra presa para uma sala. Ele teria dito à mulher que apenas “iriam brincar um pouquinho” pois teria feito muitos favores a ela. As ameaças que ela sofreu teriam sido as mesmas e que isso poderia prejudicar a concessão do benefício.

Assim que tomou conhecimento do caso, a direção do presídio relatou o caso ao MP-GO e à Polícia Civil (PC), que investiga o caso. Os mandados de prisões preventivas já foram expedidos contra os vigilantes. Depois de ouvidas, as mulheres passaram pelo exame de corpo de delito e os estupros foram comprovados, além de violência psicológica.

*Com informações do MP-GO