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Vigilante testa positivo para covid-19; sindicato aponta falta de EPIs

De acordo com a DGAP, contato do paciente com outros funcionários foi restrito; Sindicato rebate a informação

Sindicato diz que faltam EPIs e álcool em gel para servidores do sistema prisional; Um vigilante já testou positivo para a Covid-19
De acordo com a DGAP, contato do paciente com outros funcionários foi restrito; Sindicato nega a informação

Um vigilante penitenciário lotado no Complexo Prisional de Aparecida foi diagnosticado com covid-19 e, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal do Estado de Goiás (Sinsep), Maxsuell Miranda, colegas de trabalho que tiveram contato com o paciente estão apavorados. Isso porque, de acordo com ele, os servidores não foram afastados, e, diferentemente do que informou a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), o contato do infectado com outros funcionários não foi restrito.

“Ele [vigilante] foi afastado, mas outras providências não foram tomadas pela DGAP. A única atitude que tomaram quanto aos funcionários que seguem em serviço, foi levar um termômetro para detectar estado febril”, ressaltou o presidente. De outro lado, a versão oficial, da DGAP, é de que o servidor trabalhou na guarita de um dos presídios no último 13/4 – quando teria apresentado sintomas -, motivo pelo qual este teria tido contato restrito com demais servidores e população carcerária.

Vale lembrar que o coronavírus tem um período de incubação de 14 dias. Dessa forma, o servidor pode ter entrado em contato, antes do plantão em questão, com outros dos cerca de 40 funcionários que atuam diariamente no Complexo.  A entidade, no entanto, alegou que “acompanha todas as pessoas do mesmo plantão do servidor como forma de precaução – durante 7 dias – além de acompanhar também o tratamento do servidor citado, durante o período de quarentena dele”.

Outro ponto abordado pelo presidente do Sindicato foi a falta de EPIs e álcool em gel para os funcionários. Segundo ele, a direção não ofereceu nenhum suporte para prevenção dos plantonistas e o Sinsep vem cobrando ações nesse sentido desde o começo da pandemia.

Nota da DGAP

A Superintendência de Gestão Integrada (SGI) da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informa que já foram investidos mais de 400 mil reais na compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de materiais adquiridos por meio de parcerias e outras doações, somando um total de 962.516 itens.

A entrega do material é constante, já tendo atendido unidades prisionais de todas as nove Coordenações Regionais Prisionais da DGAP, grupos especializados e gerências, com mais de 3.150 luvas descartáveis, 3.124 óculos de proteção, 30 mil toucas/gorros. Além disso, quase 30.000 máscaras descartáveis e N95, dentre aquisições, doações e produção própria pela DGAP também já foram distribuídas, as quais somam a maioria dos itens disponíveis.