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Vídeo: ‘gabinete paralelo’ aconselha Bolsonaro a não confiar nas vacinas

Para presidente e relator da CPI da Covid-19, imagens provam a existência de um aconselhamento paralelo no Palácio do Planalto

Vídeo vazado mostra ‘gabinete paralelo’ aconselhando Bolsonaro a não confiar nas vacinas1
(Foto: Reprodução)

Vídeos revelados pela imprensa nesta sexta-feira mostram o que foi chamado de “gabinete paralelo” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As imagens mostram aconselhamento feito diretamente ao presidente com ressalvas à vacinação em massa da população.

Entre os participantes da reunião estão a imunologista Nise Yamaguchi, o virologista Paolo Zanoto e o deputado federal Osmar Terra. A reunião teria acontecido no dia 8 de setembro de 2020 no Palácio do Planalto e nenhum dos presentes usava máscara.

Em um treco do vídeo, Zanoto aconselhou Bolsonaro a ter extremo cuidado com as vacinas contra Covid-19. Para o virologista, não havia condições das vacinas estarem na fase três de testagem.

“Com todo o respeito eu acho que a gente tem que ter vacina, ou talvez não,  porque o grande problema dos coronavírus é que eles tem intrinsicamente problemas no desenvolvimento vacinal”, disse Zanoto.

O vídeo mostra também que Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, intermediava os contatos entre o grupo e o Palácio do Planalto. A informação foi confirmada pelo próprio Zanoto, que afirmou que enviou mensagem ao executivo por ele.

Repercussão em Brasília

Para o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) e para o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o vídeo é a prova da existência do “gabinete paralelo”. No Twitter, Aziz afirmou que “o vídeo que vazou hoje confirma a tese do gabinete paralelo e explica porque o ministro Pazzuello dizia que a vacinação iniciaria no dia D, na hora H – Ele esperava as determinações do ‘shadow gabinet’, o gabinete da morte”.

Também no Twitter, Renan Calheiros afirmou que a existência do gabinete é inegável. “O gabinete paralelo é inegável. Na reunião de 8/9/20 ele renega a vacina. No dia 12/9 a Pfizer oferta vacinas diretamente a Bolsonaro, que despreza o imunizante até março de 21. Apenas no dia 18/8 ignorou-se 130 milhões de doses”, disse o senador.

Com informações de UOL