Cidades

Vídeo flagra namorado espancando advogada em Goiânia

De acordo com o registro policial, casal estava junto há três anos, havia histórico de violência doméstica, mas vítima não tinha denunciado antes por entender que companheiro mudaria


Hugo Oliveira

Do Mais Goiás | Em: 25/12/2018 às 10:23:28


O agressor é filho do ex-prefeito de Anápolis (Fotos: reprodução/redes sociais)
O agressor é filho do ex-prefeito de Anápolis (Fotos: reprodução/redes sociais)

Uma gravação recebida pelo Mais Goiás capturou cenas de agressão doméstica praticada contra uma advogada por seu namorado, em Goiânia. No vídeo, que ocorre após uma primeira agressão, o rapaz é flagrado desferindo mais tapas e socos contra a companheira. O caso, já denunciado à polícia, ocorreu, de acordo com depoimento, depois que o casal voltava de uma confraternização do trabalho da mulher na madrugada de sexta-feira (14).

No registro policial consta que ao chegarem á casa da vítima, no Setor Marista, o namorado ficou furioso com a mulher porque esta decidiu não convidá-lo para subir até seu apartamento. “A declarante subiu para seu apartamento e, pouco tempo depois, o suposto autor chegou, fechou a porta do quarto e, já transtornado, perguntou porque ela o tinha deixado sozinho”.

À Polícia Civil (PC), a vítima relatou que foi agredida com socos, tapas, chutes e estrangulamento, além de xingamentos. “Afirmou que revidava as agressões, todavia, não conseguia medir forças com o suposto autor. No vídeo, enquanto tenta se defender, a moça pede a todo momento que o agressor parasse de bater e fosse embora, o que não é suficiente para convencê-lo.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Uma publicação compartilhada por Bill Guerra Mochilink (@bill.guerra) em


Ao Mais Goiás, a vítima afirmou que a divulgação do vídeo não foi planejada e que a repercussão do caso tem causado desconforto a si e à sua família. “Entendo que está todo mundo do meu lado, me apoiando. Mas eu tenho família…Passei esse vídeo para uma pessoa que eu confiava e já estou tomando medidas para minimizar as consequências. Já fui à polícia denunciar e agora só quero passar o natal com a minha família”.

Este portal tentou contato nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams), mas as ligações não foram completadas. Veja o vídeo: