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Vice-presidente do Patriota convoca nova convenção nacional

Objetivo é substituir convenção anterior feita pelo presidente da sigla, que é considerada irregular

Vice-presidente do Patriota convoca nova convenção nacional
Vice-presidente do Patriota convoca nova convenção nacional (Foto: Divulgação)

Consta no Diário Oficial da União um edital de convocação do 1º vice-presidente nacional do Patriota, Ovasco Resende, para uma nova convenção do partido. O evento híbrido (presencial e remoto) ocorre em Brasília, às 11h de 24 de junho.

O pedido foi motivado pela maioria da Comissão Executiva Nacional e do Diretório Nacional e tem por objetivo “deliberar sobre atos do Presidente Nacional do Patriota e possíveis sanções e consequências; eleição e posse para suprimento de cargo vacante por morte de Membro do Diretório Nacional e Secretário de Organização Interna Nacional do Patriota; deliberação sobre alteração estatutária; deliberar sobre a possibilidade do Patriota vir a ter candidatura própria à Presidência da República; e outros assuntos de ordem legal e estatutária”.

Presidente do Patriota em Goiás e secretário nacional da sigla, Jorcelino Braga afirma que a maioria do diretório entende que esta convenção do dia 24 de junho é juridicamente perfeita e que deve anular a anterior, de 31 de maio, feita pelo presidente nacional Adilson Barroso por meio de convocação com prazo em desacordo com o estatuto e outras irregularidades. “Esta nova convenção está sendo feita para regularizar.”

Segundo Braga, a convenção de 31 de maio foi convocada com três dias de antecedência, sem transparência. “A nossa é feita com quase dez dias de antecedência, com quórum qualificado, com transparência total, publicada no Diário Oficial da União e nos 27 estados.” Ainda de acordo com ele, Adilson acredita que a dele é correta. Caso não haja acordo, então, a justiça é que irá definir qual delas vale.

Destaca-se, a nova convenção não discutirá a filiação de Flávio Bolsonaro.

Convenção anterior

A convenção do Patriota – citada por Braga – ocorreu no dia 31 de maio e, na ocasião, houve a filiação do senador Flávio Bolsonaro. Isto serviria para abrir caminho para entrada do presidente Bolsonaro (sem partido). A legenda, então, foi a Brasília pedir a anulação da mesma por supostas irregularidades, como a destituição de delegados e convocação em prazo menor que o previsto no estatuto – três dias, em vez de seis. Em 7 de junho, o Cartório do Primeiro Ofício de Notas do Distrito Federal emitiu um nota devolutiva em que cobra esclarecimentos do presidente nacional do Patriota, Adilson Barroso, sobre a convenção.

À época, por meio de nota, o vice-presidente nacional do partido, Ovasco Resende afirmou que, “mesmo com as irregularidades cometidas pelo Adilson, ele não conseguiu dentro da lei, a maioria dos convencionais com direito a voto”. E ainda: “Desde o primeiro momento entendemos que as manobras feitas pelo atual Presidente do Partido, não atendia a legislação vigente, tornando a suposta convenção, nula de pleno direito. Da nossa parte, continuaremos a manter total transparência, cumprindo todos os princípios legais.”