Denúncia

Vereador Clécio Alves alega que foi ameaçado de morte

Um homem teria abordado o parlamentar na entrada da Câmara Municipal de Goiânia e pedido para ele "errar" a secretária de Saúde da capital, Fátima Mrué


Thais Lobo
Do Mais Goiás | Em: 23/05/2018 às 09:02:54

Clécio Alves usou sessão plenária para fazer a denúncia | Foto: Câmara Municipal de Goiânia
Clécio Alves usou sessão plenária para fazer a denúncia | Foto: Câmara Municipal de Goiânia

“Se não errar a Fátima Mrué, você também vai morrer, cabra!”.  Foi essa a ameaça que o vereador Clécio Alves (MDB) disse que recebeu na manhã desta terça-feira (22). Ele contou o episódio em uma denúncia pública na sessão plenária da Câmara Municipal de Goiânia.

O vídeo gravado pela assessoria de imprensa do vereador mostra o discurso dele. “Hoje, quando eu cheguei aqui na Casa, um traste, um ser do mal bateu no meu ombro e disse: ‘vim te dar um recado. Você erre a Fátima Mrué. O irmão dela, Jamil Mrué, matou a mulher dele e a enterrou viva’”, contou Clécio, confundindo-se no final.

O vereador ainda disse que desconhece a história e que torce para que a secretária de Saúde de Goiânia,  Fátima Mrué, não tenha um irmão chamado Jamil Mrué e que ele não tenha envolvimento na morte da ex-esposa. Ainda segundo o vereador, ele já pediu ao delegado Eduardo Prado que faça o levantamento das informações.

Clécio Alves foi presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde da Câmara Municipal que investigou irregularidades na Saúde do município. Ele disse que Fátima é assassina em altíssimo grau, devido ao indiciamento em diversos casos de irregularidade e ao afastamento do cargo: “o que tem morrido de gente na saúde de Goiânia por falta de atendimento é em função da gestão da Fátima Mrué”, completou.

“Eu não tenho medo de ameaça de vagabundo nenhum. Eu sou um homem que assumo o que faço. Me responsabilizo pelos meus atos e não me acovardo em agachar por ameaças ou chantagens de quem quer que seja”, finalizou o vereador, dizendo que já recebeu mais de 15 ameaças de morte.

O Mais Goiás tentou contato com Fátima Mrué, mas não recebemos resposta até o fechamento dessa matéria.