Sem previsão de término

Vereador acusado de mandar matar radialista é julgado nesta segunda-feira, em Edeia

Marcelo Rodrigues dos Santos, amigo do parlamentar e acusado de ter participado do crime, também está em julgamento a júri popular


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 09/12/2019 às 19:26:04

O radialista, Jefferson, era locutor da Rádio Beira Rio FM, em Edealina. Ele foi morto com três tiros na cabeça (Foto: Reprodução/internet)
O radialista, Jefferson, era locutor da Rádio Beira Rio FM, em Edealina. Ele foi morto com três tiros na cabeça (Foto: Reprodução/internet)

O vereador José Eduardo Alves da Silva está sendo julgado por um júri popular nesta segunda-feira (9) na cidade de Edeia, a 120 quilômetros de Goiânia. Conforme inquérito da Polícia Civil (PC), ele é acusado de mandar matar o radialista Jefferson Pureza.

Marcelo Rodrigues dos Santos, amigo de José e acusado de ter participado do crime, também está em julgamento a júri popular. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), a sessão começou por volta das 8h30 desta segunda-feira e segue sem previsão de terminar. O juiz Aluizio Martins Pereira de Souza é quem está presidindo o júri.

O crime foi no dia 17 de janeiro de 2018, em Edealina. De acordo com as investigações, o radialista teria feito críticas ao parlamentar e elas teriam sido a motivação do assassinato. Além disso, Jefferson teria envolvimento romântico com a ex-mulher do acusado.

Jefferson, era locutor da Rádio Beira Rio FM, em Edealina. A vítima era conhecida por fazer cobranças duras a políticos da região durante o programa A Voz do Povo, o qual ancorava. Ele foi morto com três tiros na cabeça dentro de casa. Dois homens chegaram ao local em uma motocicleta com farol apagado. Um deles desceu, disparou os tiros e fugiu.

Conforme já noticiado pelo Mais Goiás, no último dia 16 de outubro, o dono de um lava-jato em Goianira foi condenado a 14 anos de prisão por participar do assassinato. Leandro Cintra da Silva teria feito ponte entre os executores do homicídio e o acusado de ser o mandante. O parlamentar teria pagado R$ 5 mil ao condutor e ao autor dos disparos.