Venezuelanos buscam uma nova vida em Goiânia

Na última quarta-feira (13) cerca de 120 venezuelanos chegaram na capital. Dentre eles estão bebês, crianças, adultos e idosos. Eles estavam anteriormente em Boa Vista (Roraima)


Larissa Lopes
Do Mais Goiás | Em: 14/11/2019 às 19:28:29

Venezuelanos buscam uma nova vida em Goiânia(Foto: divulgação/ONG)
Venezuelanos buscam uma nova vida em Goiânia(Foto: divulgação/ONG)

Na última quarta-feira (13) cerca de 120 venezuelanos chegaram a Goiânia. Dentre eles estão bebês, crianças, adultos e idosos. São 25 famílias. A Venezuela enfrenta uma série de problemas sociais e políticos e as famílias foram trazidas de Boa Vista (Roraima). “Alguns estavam até em situação de rua”, conta Lucas de Pádua, voluntário da Organização Não Governamental (ONG) Osceia, instituição que os auxilia.

As 25 famílias foram trazidas após um teste da ONG, que inicialmente deu apoio a quatro grupos familiares. Eles oferecem moradia e arcam com todos os custos dos recém-chegados durante três meses. Também os ajudam na inserção no mercado de trabalho.

Veja o vídeo da chegada dos venezuelanos:

Dentre as primeiras pessoas trazidas à capital goiana está Anyuli Rojas, de 28 anos. Ela está em Goiânia há quatro meses, com o marido da mesma idade, e os dois filhos, de 3 e 4 anos. Os sogros também estão na cidade. A mulher, que trabalhava como policial na Venezuela, hoje atua na parte de serviços gerais da Osceia. Começou há dois meses. “Estamos muito felizes aqui no Brasil”, conta. O marido é caseiro na chácara da ONG.

“Ele trabalhava com refrigeração em nosso país, mas diante da crise, decidiu vir para o Brasil. Seis meses depois eu vim também”, relata. O casal se instalou em Boa Vista, onde, segundo ela, passou por situações difíceis. “Quando ficamos sabendo da possibilidade de vir para Goiânia logo organizamos a documentação”, diz.

Anyuli conta, ainda, que a família fez a mudança com medo. “Chegamos nervosos, mas tivemos um bom recepção e recebemos uma casa arrumada”, afirma. Hoje ela se entusiasma em dizer que, além de manter a família aqui, tem condições de ajudar a mãe e o filho mais velho, de 11 anos, que ficaram no país de origem. Sobre o que ainda espera da vida em Goiás, ela afirma com certeza: “quero fazer uma faculdade e trazer meu filho pra cá”.