Do Mais Goiás

Varejo goiano tem pior resultado em 10 anos

Vendas em outubro cresceram apenas 0,6%, a 6ª menor alta do País


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As vendas do comércio varejista goiano em outubro cresceram 0,6% na comparação com outubro de 2013, resultado acima do registrado no mês de setembro (-1,4%), segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o pior resultado mensal para os meses de outubro desde 2004, quando o índice fechou em 0,5%. Na mesma base de comparação Goiás teve o sexto pior resultado de vendas do País.

No acumulado do ano as vendas avançaram 2,2% e acumulam alta de 3,3% em 12 meses, ambos os resultados são os piores desde 2003. Entre setembro e outubro, as vendas avançaram 0,8%, resultado bem inferior ao do mês de setembro (1,6%).

As maiores pressões positivas na comparação com outubro de 2013 vieram dos artigos de uso pessoal e doméstico, com vendas 17,1% maiores, artigos farmacêuticos (14,1%) e combustíveis (11,6%). Por outro lado caíram as vendas de livros e jornais (-17,3%), móveis (-8,9%), e supermercados (-5,5%).

Já a receita de vendas teve um resultado melhor ao avançar 4,6% no mês de outubro sobre outubro de 2013. No acumulado dos dez primeiros meses de 2014, as vendas do varejo goiano já geraram receita 7,2% maior que no mesmo período do ano passado. Também acumulam alta – de 8,3%- nos 12 últimos meses encerrados em outubro.

PAÍS

No País, as vendas do comércio varejista esboçaram uma reação ligeiramente maior que em Goiás e cresceram 1% de setembro para outubro, segundo os dados do IBGE. Em setembro, a alta havia sido menor: 0,4%. Já em agosto, a taxa fora positiva em 1,4%. A alta em outubro em relação a setembro foi a maior desde 2009.

Na comparação com outubro de 2013, o volume de vendas do comércio brasileiro cresceu 1,8%. Com esse resultado, o setor acumula uma expansão de 2,5% de janeiro a outubro.

Apesar da ligeira retomada, na comparação anual, a variação em outubro é a menor para o mês desde 2003, quando as vendas caíram 2,9% na esteira da crise de confiança e a recessão gerada pelas eleições do ano anterior.

Nos últimos 12 meses encerrados em outubro, as vendas somam uma alta de 3,1%. Analistas esperam que o comércio varejista feche o ano num patamar próximo a esse, muito abaixo do crescimento de anos anteriores, quando o comércio crescia ao redor ou acima de dois dígitos.

Mantido o atual ritmo, o comércio caminha para registrar neste ano seu pior resultado desde 2003, quando as vendas caíram 3,7%. Em 2013, a expansão foi de 4,3%.

No varejo ampliado, que incluí, além dos ramos tradicionais do varejo, setores que vendem seus produtos também por atacado, o indicador avançou 0,3%, mas registra quedas de 2% no acumulado do ano e de 0,9% em 12 meses. Este resultado foi contrabalanceado por vendas menores de veículos (-1,1%) e maiores de materiais de construção (4,1%).

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