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Vacinação contra febre aftosa cobre 99% do gado em Goiás

Agrodefesa abordará pecuaristas que não apresentaram documentação no prazo útil

O Governo de Goiás prorrogou a etapa de vacinação contra febre aftosa e raiva. Agora, o prazo é até 18 de junho. (Foto: Reprodução)
O Governo de Goiás prorrogou a etapa de vacinação contra febre aftosa e raiva. Agora, o prazo é até 18 de junho. (Foto: Reprodução)

A campanha de vacinação contra febre aftosa atingiu o índice de cobertura de 99,13% de bovinos e bubalinos imunizados em Goiás na segunda etapa da vacinação, que aconteceu entre os dias 1º e 30 de novembro. O dado é da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e foi divulgado no último sábado (19).

Os pecuaristas declararam a vacinação de 10.357.043 animais no Estado. A expectativa da Agrodefesa era a imunização total de 10.447.882 bovinos e babuínos, de zero a 24 meses. Ou seja, os animais não vacinados somam 0,87% do rebanho. A Agrodefesa destaca que o número pode sofrer variação tendo em vista que algumas declarações entregues em formulário impresso nas unidades da agência podem não ter sido lançadas no Sidago.

O presidente da Agrodefesa, José Essado, conta que o índice de vacinação atingido na segunda etapa é “expressivo” e que isso mostra que o pecuarista demonstra ter, cada vez mais, a consciência de manter a sanidade do rebanho. Ele também afirmou que isso põe o estado em evidência no mercado nacional e internacional.

Essado ainda destaca que o resultado deve ser comemorado no atual período que o mundo vem enfrentando: a pandemia do novo coronavírus. “Isso é motivo de contentamento e reconhecimento do esforço dos criadores, dos profissionais do Serviço Veterinário Oficial e dos demais servidores da Agrodefesa”, enfatiza.

Fiscalização

A agência agora tomará providências junto aos proprietários que não apresentaram a declaração.  O pecuarista que não vacinou nem declarou será autuado e terá que pagar multa de R$ 7 por cabeça não vacinada. Caso tenha vacinado o animal, mas não tenha apresentado a declaração, a multa é de R$ 300 por propriedade.

Essado afirma que, em qualquer uma das eventualidades, o criador fica impedido de movimentar os animais com qualquer finalidade. Caso não tenha aplicado a vacina no rebanho, será obrigado a realizar a vacinação assistida – com a supervisão e acompanhamento da Agrodefesa.

Febre aftosa

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a febre aftosa é uma doença infecciosa aguda que causa febre, aparecimento de aftas na boca e nos pés. A doença afeta principalmente animais de casco fendido, como bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos.

O vírus se espalha rapidamente e os animais contraem a doença quando entram em contato com objetos ou outros animais contaminados. Calçados, roupas e mãos das pessoas que lidaram com animais doentes também podem transmitir a doença.

Ainda de acordo com o Ministério, o principal efeito da febre aftosa é comercial. Ela pode afetar muito o comércio interno de animais e de seus produtos. A fácil contaminação leva os países a estabelecer fortes barreiras à entrada de animais suscetíveis à enfermidade. Em pequenos produtores, a segurança alimentar é ameaçada em casos de epidemia.

O primeiro caso de febre aftosa foi registrado na Itália, em 1514. No Brasil, a doença foi detectada em 1895, em Minas Gerais. As ações governamentais para evitar a contaminação são tomadas desde 1934. O último foco no Brasil foi detectado em 2006, no Paraná e Mato Grosso do Sul.