Brutalidade

Trio é preso suspeito de espancar homem até a morte em distribuidora de bebidas, em Goiânia

Segundo o delegado, os autores revelaram que a vítima estava com uma dívida de R$ 20; um dos envolvidos encontra-se foragido e outro foi assassinado em janeiro deste ano


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 16/04/2018 às 14:34:32

Foto: Polícia Civil
Foto: Polícia Civil

Três pessoas foram presas suspeitas de assassinar André Rodrigues de Souza, de 44 anos, em uma distribuidora de bebidas no Setor Novo Horizonte, região Sudoeste da capital. Segundo a Polícia Civil, Bruno Henrique Teixeira dos Santos, conhecido como “Magrelo”, Fabian Carvalho Cunha, vulgo “Macarrão”, ambos de 27 anos, e Murilo Martins Bittencourt, o “Índio”, de 30 anos, teriam cometido o homicídio devido a uma dívida de droga.

Conforme o delegado da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), Danillo Proto, os suspeitos confessaram o crime e revelaram que a vítima estava com um débito de R$ 20 proveniente do tráfico. O crime aconteceu em junho de 2017. “O circuito de segurança da distribuidora de bebidas nos ajudou a identificar os suspeitos e verificamos o teor de brutalidade nas agressões”, destaca.

Segundo Proto, André chegou, por volta das 4h30, em frente à distribuidora e conversou com Angêlo Castro Arruda e Fabian, ambos traficantes da região. Murilo chega logo após e começa a agredir à vitima. Posteriormente, Bruno e Gernilson Alves dos Santos também desfere golpes. A vítima foi atingida por vários socos, chutes e até com um capacete, principalmente na cabeça.

“Mesmo depois de toda agressão, André teve a garganta perfurada com um garrafa de vidro quebrada. Ou seja, foi covardemente agredida sem nenhuma tentativa de defesa”, conta.

O delegado aponta que as prisões aconteceram nos setores Sudoeste e Oeste. Gernilson ainda encontra-se foragido e Angêlo foi assassinado em janeiro deste ano. Todos os envolvidos já possuíam passagens pela polícia por roubo, furto e tráfico de drogas.

Os presos responderão por homicídio triplamente qualificado e, se forem condenados, poderão pegar até 30 anos de prisão.