Do Mais Goiás

Travesti acusada de matar homem por assédio em boate LGBT de Goiânia vai júri popular

Segundo MP-GO, a travesti é acusada de homicídio qualificado por motivo fútil, com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima

Boate Total Flex funcionava na Avenida República do Líbano; após matar a vítima, a travesti fugiu (Foto: Reprodução / Google)
Boate Total Flex funcionava na Avenida República do Líbano; após matar a vítima, a travesti fugiu (Foto: Reprodução / Google)

Acusada de matar homem que a assediou sexualmente, travesti vai a júri popular, na manhã desta terça-feira (10), em Goiânia. A sessão do Tribunal do Júri teve início às 8h30, no Fórum Cível e é presidida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos Contra a Vida. As informações são do Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Rafael dos Santos Rodrigues, nome de registro da travesti, é acusado de homicídio qualificado por motivo fútil e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele atingiu a vítima com uma facada no coração quando ainda estava dentro do estabelecimento.

Relembre

Segundo o MP-GO, o crime ocorreu em junho de 2014, dentro da boate Total Flex destinada ao público LGBT, no Setor Oeste, em Goiânia. A vítima, Vilmony Mendes Queiros, teria se aproximado e apertado as nádegas da travesti, que se revoltou com o assédio.

Uma discussão teve início e logo ambos começaram uma briga e tiveram que ser separados por pessoas que também estavam no local. Pouco tempo depois, armada com uma faca, a travesti foi até Vilmony e o esfaqueou na altura do peito.

Vilmony foi arrastado para fora da boate por seguranças do estabelecimento, onde morreu. Rafael, por sua vez, fugiu, mas deixou cair uma bolsa com documentos pessoais. Ele foi preso pela polícia em outubro de 2018.

*Thaynara Cunha é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Hugo Oliveira