Saúde

Tratamento de câncer terá custo zero para usuário do Ipasgo

A isenção da coparticipação nas radioterapias é a continuação de um processo iniciado em 2013





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A partir de hoje (26/02), o Ipasgo passa a cobrir integralmente o tratamento do câncer, arcando também com o valor das radioterapias. Antes do benefício, o usuário precisava desembolsar 30% do valor do procedimento, a título de coparticipação.  A isenção da coparticipação nas radioterapias é a continuação de um processo iniciado em 2013.

Em outubro de 2013, o Instituto conseguiu zerar a coparticipação para a quimioterapia, fazendo um credenciamento especial para o serviço. Duas clínicas atenderam aos critérios, que incluíam descontos nos preços dos medicamentos e a destinação de uma unidade para atender exclusivamente usuários do Ipasgo. Nesses 16 meses, mais de 10 mil quimioterapias foram realizadas sem nenhum custo para o usuário.

Como o tratamento hospitalar, incluindo as cirurgias que também são de alto custo, já não tem coparticipação, a radioterapia era o último procedimento no tratamento do câncer, que o usuário ainda tinha que pagar coparticipação. Com a nova regra, o Ipasgo desonera integralmente o tratamento para seus beneficiários portadores de câncer.  

Segundo o diretor de assistência à saúde, Sebastião Ferro, o usuário poderá optar pelo estabelecimento credenciado onde quer fazer a radioterapia, já que neste caso, a coparticipação será paga integralmente pelo Ipasgo.

“A radioterapia era a última pendência que tínhamos no tratamento do câncer e é um procedimento caro, que penaliza nosso usuário, principalmente os que ganham menos. Então será um grande investimento no nosso usuário”, disse o diretor.  

A estimativa é que com a mudança, o Ipasgo passe a pagar 50 guias de radioterapia (cada guia emitida é relativa a um pacote de 10 a 14 sessões radioterápicas) por mês. Apesar do número parecer pequeno, o valor é pesado para as famílias pelo alto custo das coparticipações.

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