REABERTURA

Trabalhadores pedem funcionamento da Feira Hippie às sexta-feiras

Como forma de protesto, feirantes se recusam retomar os trabalhos neste final de semana


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 24/07/2020 às 13:28:14

Cerca de 500 feirantes realizam manifestação na Região da 44, em Goiânia, e pedem o funcionamento da Feira Hippie às sextas-feiras. (Foto: reprodução)
Cerca de 500 feirantes realizam manifestação na Região da 44, em Goiânia, e pedem o funcionamento da Feira Hippie às sextas-feiras. (Foto: reprodução)

Cerca de 500 feirantes realizam manifestação na Região da 44, em Goiânia, nesta sexta-feira (24). Os trabalhadores pedem o funcionamento da Feira Hippie às sextas-feiras. Prefeitura autorizou as atividades do segmento, mas restringiu o comércio no local e as barracas só poderão ser montadas em sistema de revezamento aos sábados e domingos. Como forma de protesto, feirantes se recusam retomar os trabalhos neste final de semana.

O funcionamento da feira foi autorizado por decreto municipal publicado no último dia 13 de julho. Para isso, no entanto, o decreto determina uma série de exigências como ocupação de somente 50% da barracas, revezamento dos feirantes, distanciamento de no mínimo 2 metros entre as bancas, uso de máscara e álcool em gel.

Apesar de estarem liberados para retomar as atividades, os feirantes não vão voltar a trabalhar no local neste final de semana. Segundo o presidente da Associação da Feira Hippie, Valdivino da Silva, o ato é uma forma de protesto contra a proibição de funcionamento nas sextas-feiras.

Ele afirma que a proibição foi anunciada de última hora, sem qualquer discussão com a categoria. “A Prefeitura tinha falado que se algo fosse mudar haveria reunião e discussão, mas isso não aconteceu. Fizeram uma manobra e tiraram um dos melhores dias de venda para nós. Vamos cumprir todo o decreto na íntegra como sempre cumprimos, mas a gestão não pode fazer isso com quem está há 120 dias sem trabalhar”, criticou.

De acordo com Valdivino, as sextas e os sábados são os dias de subsistência da feira. “Tem cliente que chega de outras cidades na quinta-feira e vão embora no fim da tarde de sexta. Vamos perder essas vendas se não pudermos abrir. Não faz sentido as galerias abertas de domingo a domingo e nós sendo impedidos de trabalhar, mesmo com todos os cuidados”.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Mais Goiás (@maisgoias) em

A Prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec) informou que os dias autorizados para o funcionamento da feira são sábado e domingo desde 2016. Segundo o texto, a sexta-feira era uma compensação pela reforma na Praça do Trabalhador, “que deixou o espaço deles um pouco menor”.

A pasta disse, ainda, que é um momento sensível, “em que todos estão tendo prejuízos e a administração municipal está fazendo o possível dentro dos limites impostos pela situação epidemiológica”.

Nota da Sedetec na íntegra:

A Sedetec informa que os dias autorizados para o funcionamento da feira é sábado e domingo desde 2016 e a sexta era uma compensação pela reforma da Praça, que deixou o espaço deles um pouco menor, com o rodízio de 50% o espaço disponível é suficiente para atravessar esse momento de pandemia. A Sedetec roforça ainda que é um momento sensível, em que todos estão tendo prejuízos e a administração municipal está fazendo o possível dentro dos limites impostos pela situação epidemiológica.