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Título de cidadã goianiense à ministra Damares Alves é aprovado na Câmara

Apenas dois vereadores votaram contra a concessão da honraria à ministra. Votação foi marcada por aplausos de pessoas que ligadas a entidades religiosas de Goiânia

Foi aprovado na manhã desta quinta-feira (4), o projeto de Decreto Legislativo que concede título de Cidadã Goianiense à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. 25 parlamentares votaram a favor de conceder a honraria a ela. A votação foi realizada sob aplausos de pessoas ligadas a entidades religiosas de Goiânia, que acompanhavam a sessão.

Em seu discurso, Dr. Gian (PSBD), autor da proposta, alegou que a ministra sempre desenvolveu um trabalho em prol das crianças e adolescentes e combatendo a  exploração sexual infantil e pedofilia. “Essa grande líder possui extenso histórico de luta em várias esferas sociais, todas elas englobando a defesa da vida e da família, sendo, sempre, uma lutadora nas causas das mulheres e dos indígenas. Nada mais justo do que reiterar a sua contribuição social e, assim, outorgar-lhe o honroso Título de Cidadã Goianiense”, alega.

A honraria deverá ser entregue no próximo dia 18 de maio, quando é celebrado o Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Criança e Adolescente. Segundo o parlamentar, a ministra foi comunicada pessoalmente sobre a concessão do título.

Votos contrários

Apenas dois vereadores votaram contra a concessão do título à ministra: Andrey Azeredo (MDB) e Tatiana Lemos (PCdoB). O emedebista destacou que a entrega da honraria deve ser feita a pessoas que prestaram serviço de forma efetiva à sociedade goianiense. “A mulher Damares, a mãe Damares, a cristã Damares têm um trabalho prestado para o segmento que ela representa e convicções que ela defende, mas não vejo aptos concretos na cidade de Goiânia e o título está sendo dado por ela ser, neste momento, ministra de Estado”, afirma.

O parlamentar também pontuou que algumas colocações da ministra “causam discórdias entre os brasileiros” e que isso contradiz com a pasta que chefia. “Enquanto ministra de Direitos Humanos, o que eu percebo dela são falas que geram a discórdia. Geram a divisão entre brasileiros que provocam a discriminação ao invés de tratar a sociedade brasileira como plural como é, na sua mais variada forma e nos seus mais variados segmentos buscando sempre a harmonização, a valorização e o direito de todos”, explica.

Tatiana Lemos pontuou que a ministra causa um “desserviço” para os goianos e os brasileiros com as suas colocações que “são incompatíveis com a sua função.” “No geral, ela tem feito um conjunto de declarações incompatíveis com a sua função; estimulando a discórdia, a discriminação e a desigualdade. Portanto, ela não só não prestou relevantes serviços, como presta um verdadeiro desserviço. Um desserviço ao Brasil, aos goianos e aos goianienses”, aponta a vereadora.