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Tetraplégico é suspeito de aplicar golpes se passando por pai de santo

Ele foi localizado em Tresina, no Piauí

Polícia Civil do Piauí deflagrou na última quinta (29) e sexta-feira (30) uma operação que culminou na identificação de um homem tetraplégico suspeito de chefiar - Tetraplégico é suspeito de aplicar golpes se passando por pai de santo
Tetraplégico é suspeito de aplicar golpes se passando por pai de santo (Foto: Reprodução/YouTube)

A Polícia Civil do Piauí deflagrou na última quinta (29) e sexta-feira (30) uma operação que culminou na identificação de um homem tetraplégico suspeito de chefiar um grupo criminoso que aplicava golpes pela internet em todo o Brasil.

Por meio da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), os investigadores localizaram o homem tetraplégico como responsável pelos crimes pela internet ao se passar como pai de santo e hacker, em Teresina.

A fase ostensiva da Operação X cumpriu três mandados de prisão temporária e cinco de busca, apreensão e sequestro de bens na capital Teresina. A Polícia Civil estima que a associação criminosa obteve cerca de 2 milhões de reais até dezembro de 2020.

“O golpe consistia no principal investigado, ao se apresentar em redes sociais como suposto hacker e até mesmo suposto ‘pai de santo’ para oferecer ‘serviços’ a suas potenciais vítimas”, afirmou o delegado Anchieta Nery, titular da DRCI, segundo a assessoria da Polícia Civil.

Nery disse que as promessas feitas para as vítimas nunca eram cumpridas, segundo relato das mesmas. Ainda de acordo com o delegado, foram vítimas do estelionatário pessoas dos 26 estados e do Distrito Federal.

Autointitulado “Branco”, o principal suspeito dos crimes se associou a familiares para aplicar os golpes estelionatários. Os mesmos lavavam dinheiro obtido com os golpes.

Todos os investigados confessaram a prática dos crimes em interrogatório policial, informou a assessoria de comunicação da Polícia Civil do Piauí. Por ser tetraplégico, o suspeito não foi preso, mas a polícia cumpriu medida cautelar diversa de prisão, que o proíbe de entrar em contato com as vítimas e de manter contas em redes sociais.

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