Jessica Santos
Do Mais Goiás

Testes em laboratório que atende rede pública em Goiás caem de 250 para 70

Máquina utilizada para extração de material das células humanas está danificada desde o dia 2 de julho

Goiás registra 578 casos de coronavírus nas últimas 24 horas
Goiás registra 578 casos de coronavírus nas últimas 24 horas

O Laboratório Central de Goiás (Lacen-GO), que atende a rede pública de saúde, funciona no momento com capacidade reduzida de testagem para o novo coronavírus. Um equipamento necessário para extração automatizada e separação de RNA do vírus está danificado desde o dia 2 de julho. Testes do tipo RT-PCR continuam a ser realizados, mas o processamento acontece em São Paulo.

A capacidade de extração, que era em média 250 testes por dia, caiu para cerca de 70. Sem o equipamento, a separação do RNA do vírus tem sido realizada manualmente.

O problema atingiu, ainda, o tempo de espera pelos resultados. Com a máquina, os exames ficavam prontos em até 72h. Depois do problema técnico, porém, os testes precisaram ser enviados ao Instituto Butantã, em São Paulo, e estavam demoravam até 10 dias para ficarem prontos e retornarem à Goiás. O primeiro envio foi feito na última sexta-feira (3). Ao todo, 1.080 exames já foram encaminhados para o estado paulista.

Em nota, a Secretaria da Saúde (SES-GO) informou que os exames continuam sendo realizados e não limitou o recebimento de amostras encaminhadas pelos municípios. Segundo o texto, após uma reunião com a direção do Instituto, ficou estabelecida a redução do tempo de espera de 10 para 4 dias.

A pasta disse, também, que trabalha para realizar o conserto da automatização do equipamento. Para ampliar a testagem, a SES afirmou que abriu credenciamento que prevê parceria com todos os laboratórios privados do Estado. Além disso, foi feita parceria com o Instituto Butantã, Fiocruz e com o Programa Todos Pela Saúde para a doação, distribuição e execução de exames em mais de 60 cidades goianas.