Julgamento

Tem início Júri Popular de acusado de matar adolescente em colégio de Alexânia

Vítima foi morta a tiros dentro do colégio estadual que estudava. Suspeita à época era de crime passional


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 22/01/2020 às 09:58:35

O julgamento de Misael Pereira de Olair, acusado de matar uma adolescente dentro de um colégio, teve início, neste momento, na Comarca de Alexânia. (Foto: Reprodução/ Facebook)
O julgamento de Misael Pereira de Olair, acusado de matar uma adolescente dentro de um colégio, teve início, neste momento, na Comarca de Alexânia. (Foto: Reprodução/ Facebook)

O julgamento de Misael Pereira de Olair, acusado de matar uma adolescente dentro de um colégio, teve início, neste momento, na Comarca de Alexânia. O réu enfrenta Júri Popular pelo assassinato de Raphaella Noviski Roman, de 17 anos, na escola estadual 13 de Maio, em 2017. Na ocasião, polícia trabalhou com a suspeita de crime passional; o acusado tinha 19 anos à época.

Misael é julgado por homicídio qualificado, por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição do sexo feminino.

Raphaella, de 16 anos, foi morta na manhã de 6 de novembro de 2017, no Colégio Estadual 13 de Maio, na cidade de Alexânia. Misael teria pulado o muro com uma arma em mãos e usando uma máscara. Ele foi até a sala da vítima e disparou contra a jovem, que morreu na hora. O suspeito conseguiu fugir, mas foi detido pouco depois por policiais militares.

Nos primeiros depoimentos prestados à Polícia Civil (PC), Misael não demonstrou arrependimento pelo crime cometido. Ele chegou a contar que trabalhou durante um ano para comprar a arma, e que premeditou o crime, cujo motivo, segundo ele, seria o fato de odiar Raphaella.

O acusado era um ex-aluno do colégio onde a vítima estudava e confessou ter conhecimento sobre a vida da adolescente.

Já Davi José de Souza, acusado de ajudar Misael a fugir do local, teve a denúncia determinada como improcedente, segundo o magistrado. De acordo com a decisão, os “indícios da autoria foram duvidosos, incertos, frágeis, inconsistentes e superficiais”.