Agência O Globo

Teich: “é um equívoco saúde e economia não trabalharem juntas”

Novo ministro também fez sugestões para que o governo comece a divulgar diariamente os dados de pacientes curados de Covid-19, em uma tentativa de 'acabar com o pânico

Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro e oito ministros na manhã desta quinta-feira no Palácio do Planalto, o oncologista Nelson Teich, convidado para substituir Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, declarou, segundo participantes, que é “equívoco” saúde e economia não trabalharem juntos no combate do novo coronavírus. O médico também fez sugestões para que o governo comece a divulgar diariamente os dados de pacientes curados de Covid-19, numa tentativa de “acabar com o pânico” e de “dar um ar de esperança” aos infectados.

No encontro, Teich afirmou que “a saúde não vive sem a economia e que a economia não vive sem a saúde” e emendou que é um “equívoco” as duas áreas não trabalharem juntas”. Nelson Teich aproveitou a reunião para contar que se formou em economia com especialização em Harvard (EUA). Ele passou a imagem de médico gestor preparado para o cargo.

Oito ministros participaram da reunião com o oncologista. Ao final, Bolsonaro convidou a equipe e os demais médicos para um almoço. Segundo relatos, Nelson Teich deixou uma boa impressão no presidente e seus ministros. Ele tem o apoio do chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Fabio Wajngarten, e também do empresário Meyer Nigri, dono da construtora Tecnisa.

Seu perfil discreto também foi determinante para a escolha – uma vez que a excessiva exposição de Mandetta tem incomodado Bolsonaro. Teich já havia sido cotado para assumir a pasta no início do governo Bolsonaro, mas o presidente acabou optando por Mandetta, num aceno a Onyx Lorenzoni. O oncologista também apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes.