Cidades

Tarifa de saque tem variação de até 300% em bancos de Goiânia

Procon Goiás alerta o consumidor para se atentar aos valores cobrados na utilização dos serviços bancários


Juliana França

Do Mais Goiás | Em: 23/08/2018 às 18:50:52


Consumidor pode pagar até o dobro da tarifa se deixar de utilizar os terminais de autoatendimento para utilizar os guichés de atendimento pessoal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Consumidor pode pagar até o dobro da tarifa se deixar de utilizar os terminais de autoatendimento para utilizar os guichés de atendimento pessoal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

De acordo com o Procon Goiás, a tarifa de saque pode ter variação de até 300% em bancos de Goiânia. Segundo pesquisa, realizada entre os dias 14 e 22 de agosto pelo órgão, em determinado banco era cobrado R$ 2,20 para realização de saque e em outro, R$ 8,80.

De acordo com o Gerente de Pesquisa e Cálculo do Procon Goiás, Gleidson Tomaz, foram visitados oito bancos na capital, onde foram verificados os preços máximos cobrados nas tarifas de conta corrente, conta poupança e cartão de crédito. “A nossa intenção era alertar o consumidor sobre os serviços bancários oferecidos”, disse.

Ele explicou que muitas vezes o consumidor não tem a necessidade de contratar as tarifas de manutenção mas por falta de informação acaba contratando e gastando sem necessidade. “Nós queremos mostrar ao consumidor que existem opções gratuitas, que muitas vezes não são apresentadas ao consumidor”, alertou Gleidson.

Durante o levantamento, foram coletados os preços de 19 tarifas consideradas “serviços prioritários” em conta bancária e sete tarifas cobradas em cartão de crédito. “A maior variação encontrada foi de 300% na tarifa de saque, seguida pela do fornecimento do extrato bancário (270%). O menor valor encontrdo foi de R$ 1,35 e o maior, R$ 5”.

O gerente alertou também para o pagamento de contas com o cartão de crédito e para a realização de saques com frequência. “O consumidor deve ficar atento. No pagamento de despesas com cartão, por exemplo, foi encontrada uma variação de 26%”, disse.

Serviços gratuitos

Gleidson explicou que é um dever do banco informar o consumidor sobre as tarifas gratuitas oferecidas. “Porém, quando o consumidor vai ao estabelecimento abrir uma conta, não é de interesse dos atendentes mostrá-los”.

Por isso, o correntista deve observar a quantidade de saques realizados durante o mês. “Todo correntista tem direito a quatro saques por mês. Pode acontecer de em determinado caixa não seja permitido sacar todo o dinheiro de uma vez, sendo necessários vários saques seguidos. Nesses casos, se realizados no intervalo de até 30 minutos, estes contam como um único serviço”, explicou.

Além dos quatro saques mensais, o cliente tem direito a duas transferências bancárias, dois extratos bancários, 10 folhas de cheque, consulta ilimitada pela internet, bem como fornecimento do cartão com a função débito. “Muitos consumidores acabam prejudicados por não saberem desses serviços gratuitos. Se o banco se recusar a cancelar os serviços pagos, o consumidor pode vir até o Procon realizar uma denúncia”, esclareceu.

Autoatendimento

Para pessoas, em especial idosos, que normalmente preferem um atendimento especial por terem dificuldade de utilizar o caixa eletrônico, o gerente explica que é um serviço mais caro. “Num mesmo banco, fazer transferência de DOC ou TED, nos caixas eletrônicos custa R$ 9. Já no atendimento pessoal, esse mesmo serviço custa R$ 18, ou seja, o dobro do preço”.

Porém, todas essas informações devem ser enviadas aos consumidores. “Todo final do mês de fevereiro, os bancos são obrigados a mandar, de forma detalhada, todas as tarifas cobradas no ano anterior, para que o consumidor tenha noção dos seus gastos anuais”, concluiu.