Prisão temporária

Suspeitos de agredir jovem por homofobia são soltos em Aparecida de Goiânia

Os estudantes foram presos temporariamente na última quarta-feira (17) e estavam na Casa de Prisão Provisória (CPP), no Complexo Prisional de Aparecida. Soltura decorre do fim do prazo de cinco dias para esta modalidade de detenção


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 22/07/2019 às 10:34:11

Câmeras de seguranças flagraram o momento da agressão (Imagens: divulgação/PC)
Câmeras de seguranças flagraram o momento da agressão (Imagens: divulgação/PC)

Os dois estudantes de Educação Física suspeitos de agredir um jovem de 24 anos no último dia 6 de julho, no Setor Bueno, foram soltos na madrugada desta segunda-feira (22), em Aparecida de Goiânia. Caio Cesar Rodrigues Sampaio e Lucas Vilela Martins foram presos temporariamente na última quarta-feira (17) e estavam na Casa de Prisão Provisória (CPP), no Complexo Prisional do município citado.

Conforme expõe o delegado responsável pelo caso, Carlos Caetano, os homens foram colocados em liberdade em razão do vencimento do prazo da prisão temporária. “Eles ficaram presos durante cinco. Até o momento, a investigação apontou que não era necessária a manutenção da prisão. Por este motivo, eles ficam soltos a não ser que surjam novos fatos”, disse ao Mais Goiás.

Agora, o delegado fará análise do inquérito para verificar se há necessidade de novas diligências. “Na semana passada, depois de ouvir os três suspeitos, ouvimos outras duas testemunhas que se comunicaram com a vítima logo depois da agressão. Vamos revisar todo o inquérito e se não houver mais nada a ser feito iremos concluir as investigações e enviar para o Judiciário”, afirma.

Caio Cesar e Lucas Vilela devem ser indiciados por injúria racial, em que atualmente se enquadra a homofobia, e lesão corporal. Já o terceiro suspeito, um estudante de Direito, deve responder apenas pelo primeiro crime.

Relembre

A. M.C.O.F foi agredido verbal e fisicamente por três homens no dia 6 de julho, no setor Bueno, quando se deslocava para o trabalho. A vítima passava pela T-49, quando foi alvo de ofensas e ameaças de agressão “para virar homem”, conforme relata o jovem .  “Continuei andando, mas logo dois deles vieram atrás. Um jogou um copo de vidro em mim, e o outro começou a me agredir com socos”, completa a vítima, que afirma que não conhece os agressores.

Os dois estudantes de Educação Física negaram que o crime tenha sido motivado por homofobia. Caio Cesar Rodrigues Sampaio e Lucas Vilela Martins afirmam que foram vítimas de racismo e, por isso, agrediram o rapaz de 24 anos. O estudante de Direito nega que tenha praticado da agressão.

“O que percebemos é que eles estão tentando se passar por vítimas. É direito deles tentar se defender e até permanecer calados, caso queiram. Mas a gente percebe que estão criando factoides que não condizem com os fatos apurados pela Polícia Civil”, afirmou o delegado Carlos Caetano.