INVESTIGAÇÃO

Suspeito de mandar matar advogados fica em silêncio durante interrogatório

Nei Castelli não respondeu a nenhuma das perguntas feitas pelo delegado Rhaniel Almeida. Crime ocorreu dentro do escritório dos advogados, em 28 de outubro


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 20/11/2020 às 12:37:05

O fazendeiro suspeito de mandar matar os advogados Marcus Aprígio e Frank Carvalhaes permaneceu em silêncio durante interrogatório. (Foto: Jucimar de Sousa)
O fazendeiro suspeito de mandar matar os advogados Marcus Aprígio e Frank Carvalhaes permaneceu em silêncio durante interrogatório. (Foto: Jucimar de Sousa)

O fazendeiro suspeito de mandar matar os advogados Marcus Aprígio e Frank Carvalhaes permaneceu em silêncio durante interrogatório realizado pela Polícia Civil (PC), na manhã de quinta-feira (19), na Delegacia de Homicídios de Goiânia (DIH). Nei Castelli, de 58 anos, foi preso na última terça-feira (17). Crime teria sido encomendado após o suspeito perder uma ação de disputa de terras em São Domingos, comandada por Aprígio.

Durante o depoimento, Nei Castelli não respondeu a nenhuma das perguntas feitas pelo delegado Rhaniel Almeida. O Mais Goiás tenta contato com a defesa do suspeito. O espaço está aberto para manifestação.

O fazendeiro foi preso na última terça-feira (17), em um posto de combustível na BR-050, em Catalão. Ele foi o último suspeito de envolvimento no crime a ser detido. Outras três pessoas já haviam sido presas por participação no duplo homicídio. Um quarto suspeito morreu em confronto com a Polícia Militar (PM) do Tocantins.

O crime ocorreu no dia 28 de outubro, no escritório dos advogados localizado no Setor Aeroporto, em Goiânia. De acordo com as investigações, Nei Castelli teria contratado dois pistoleiros por R$ 100 mil para cometerem os assassinatos. O homem também ofereceu até R$ 500 mil para os suspeitos não contarem sobre a participação dele no crime.

As investigações apontam que o crime foi cometido porque os advogados conquistaram em novembro do ano passado, na justiça, uma ação de reintegração de posse de uma propriedade rural em São Domingos, no Nordeste Goiano, atualmente ocupada por familiares do fazendeiro, e que está avaliada em quase R$ 50 milhões.