Prisão temporária/Brasília

Suspeito de deformar pacientes, médico Wesley Murakami é solto pela PCDF

Investigado passou 27 dias na prisão em Brasília. Corporação do DF afirma que detenção foi necessária para garantir a integridade das provas, colhidas na casa e clínicas do médico em Goiânia e na Capital Federal


Hugo Oliveira
Do Mais Goiás | Em: 22/01/2019 às 12:20:06

Médico está proibido de exercer a Medicina (Foto: reprodução/Facebook)
Médico está proibido de exercer a Medicina (Foto: reprodução/Facebook)

Investigado por deformar pacientes em cirurgias de cunho estético em Goiânia e Brasília, o médico Wesley Murakami, foi solto na última quinta-feira (17) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A prisão havia sido decretada, segundo a corporação, para evitar que provas, colhidas nas clínicas e residência do investigado, fossem destruídas.

De acordo com o titular da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf/PCDF), Wisllei Salomão, a detenção do médico também teve o objetivo de identificar novas vítimas na circunscrição federal. Como resultado, duas pessoas compareceram ao órgão especializado.

Salomão reforça que uma nova prisão pode ser determinada pela Justiça, caso fique comprovado alguma tentativa coação por parte de Murakami ou caso ele insista em exercer a medicina. O Mais Goiás aguarda manifestação da defesa, liderada pelo advogado André Bueno.

(Reprodução/Facebook)

Inscrito no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) desde 2003, Wesley não tem especialidade registrada e, no último 18/12, foi alvo de uma interdição cautelar no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRMDF). A imposição é válida em todo o território nacional e com a medida, o médico fica proibido de exercer a profissão até decisão definitiva.

Desenrola na Polícia Civil goiana um inquérito com denúncias de 14 vítimas, das quais 13 foram ouvidas, já que uma não retornou à delegacia. As investigações são conduzidas pelos delegados Carlos Caetano e Jane Melo, ambos do 4° Distrito Policial de Goiânia. Segundo Jane, a PC ainda aguarda laudos do Instituto Médico Legal (IML) acerca da gravidade das lesões apuradas constatadas.

Este portal aguarda resposta do Corf sobre a quantidade de inquéritos estabelecidos em Brasília, bem como o número de vítimas registrados naquela localidade até o momento.