Prisão preventiva

Suspeito de crimes sexuais, pai de santo é preso em Santo Antônio do Descoberto

Segundo delegada, o religioso cometia os abusos durante um banho de ervas, ocasião em que despia às jovens

Cidades

Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 15/01/2020 às 18:32:10

O pai de santo Francisco, suspeito de abuso sexual contra ao menos cinco menores, deverá ser ouvido pela PC na próxima semana. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
O pai de santo Francisco, suspeito de abuso sexual contra ao menos cinco menores, deverá ser ouvido pela PC na próxima semana. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Em Santo Antônio do Descoberto, um pai de santo de 43 anos foi preso em um terreiro de candomblé, na última segunda-feira (13). Francisco de Assis Maximiliano é acusado de estuprar cinco meninas, que tinham entre 12 e 13 anos à época. Os crimes teriam tido início em 2012, durante atendimentos religiosos na cidade, que fica no Entorno do Distrito Federal.

Segundo informado pela delegada responsável, Silzane Bicalho, depois que o homem foi indiciado, outras três possíveis vítimas procuraram a delegacia e acusaram o religioso de crimes sexuais. Ele ficou calado no primeiro interrogatório. “Não quis se manifestar sobre os fatos e utilizou o direito de ficar em silêncio.”

A delegada informa, ainda, que, até o momento, sabe-se que os crimes se iniciaram em 2012. Contudo, as as adolescentes tinham medo de fazer denúncia porque teriam sido ameaçadas de morte. Isso só ocorreu no começo deste ano, quando tiveram início as investigações. Silzane disse, conforme relatado, que o pai de santo tinha um terreiro onde realizava um banho de ervas.

No local, ele tirava a roupa das meninas e alegava que recebeu uma entidade. “Ele utilizava o argumento de que estava incorporado para cometer os abusos.” As garotas disseram, também, que ficavam sozinhas, ingeriam bebidas alcoólicas e depois eram abusadas.

Por se tratar de prisão preventiva, Francisco deve permanecer preso, inicialmente, por 30 dias. Ele está no Presídio de Santo Antônio do Descoberto. “Pode ser que tenham outras vítimas, mas ainda não sabemos quantas.”