Sobrinho mata tio a facadas no Setor Itamaraty, em Anápolis

Familiares relataram para a Polícia Civil que o sobrinho é usuário de drogas e não gostava da forma em que o tio tentava ajudar. O suspeito foi preso minutos após o crime

Um homem de 52 anos morreu após ser esfaqueado pelo sobrinho na noite desta quinta-feira (17), no Setor Itamaraty, em Anápolis. Logo após o crime, o suspeito foi preso pela Polícia Militar (PM), em sua residência no Jardim Alexandrina. Ele confessou ter matado o tio e entregou para os militares a arma utilizada no crime.

Segundo a PM, os policiais realizavam um patrulhamento pela Rua 1, momento em que escutaram gritos de socorro. Ao chegar no endereço, os militares encontraram João Clodes de Souza caído e com vários ferimentos provocados por faca. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte do homem no local do fato.

Na casa, a mulher da vítima relatou para os policiais que o autor do crime seria o sobrinho e mostrou uma foto para a equipe, bem como informou o endereço onde o homem morava. Os militares foram até o Jardim Alexandrina e localizaram o suspeito em sua casa. Ao notar a presença dos policiais, Ronaldo Clodes Borsário, 39 anos, tentou fugir por uma mata que fica na região, mas foi detido. Durante entrevista, ele confessou o crime e entregou a arma utilizada para a equipe.

O suspeito foi preso e conduzido para a Central de Flagrantes, onde foi autuado por homicídio. Agentes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) foram até o local e familiares relataram que o sobrinho é usuário de droga e não gostava da forma com que o tio tentava ajudar, já que era rígido e dizia que iria interná-lo. As testemunhas informaram ainda que a situação se arrastava por cerca de um ano.

O local do crime foi isolado até a conclusão da perícia. Após os procedimentos, o corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis, onde foi realizado o exame de necrópsia e liberado para a família ainda na madrugada. Um inquérito foi instaurado e agentes do GIH vão ouvir testemunhas e familiares para elucidar o caso.