População sofre

Sobe para cinco o número de unidades de saúde interditadas pela Vigilância Sanitária, em Aragarças

De acordo com o autor das denúncia, vereador Duda (sem partido), as unidades sofrem com diversos problemas estruturais. Secretaria de Saúde nega que as interdições se deram por insalubridade


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 18/10/2019 às 19:46:21

Sobe para cinco o número de unidades de saúde interditadas pela Vigilância Sanitária, em Aragarças (Foto: Divulgação)
Sobe para cinco o número de unidades de saúde interditadas pela Vigilância Sanitária, em Aragarças (Foto: Divulgação)

Subiu para cinco o número de unidades de saúde interditadas pela Superintendência da Vigilância Sanitária de Goiás (Suvisa) em Aragarças, a 376 quilômetros de Goiânia, nesta sexta-feira (18). A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde (SMS) do município. Entretanto, a pasta nega que as interdições tenham ocorridos por insalubridade, como havia informado anteriormente.

De acordo com a nota enviada pela SMS ao Mais Goiás, as unidades que foram interditadas foram: ESF 301 (Setor Bela Vista), ESF 303 (Setor Nova Esperança), ESF 304 (Vila União), ESF 305 (Setor Aeroporto) e ESF 306 (Setor Araguaia).

Os fechamentos da unidade ocorrem após denúncia do vereador Duda (sem partido) sobre a precariedade das estruturas nos postos de saúdes da cidade. Segundo o parlamentar, a questão se arrasta desde 2015, quando uma das unidades – policlínica ESF 306 – foi fiscalizada devido à falta de alvará de funcionamento.

“Em junho desde ano, eu fui ao Ministério Público levar o ofício com as reclamações sobre a situação das unidades de saúde daqui. Assim, órgão requereu que fosse feitas as vistorias no local. Isso chamou atenção da Câmara, mas ele [prefeito José Elias (PDT)] não tomou providência. A situação é tão grave que, na primeira medida, já foram realizadas as interdições”, destaca.

Entretanto, a SMS afirma que, desde o ano citado, o vereador já estava em exercício do mandato. E que “não há registro de que este vereador tenha se atentado ao problema.” Sobre a questão das interdições, a nota destaca que as unidades foram fechadas “por questões burocráticas não relacionadas a insalubridade.”

O parlamentar ressalta que as unidades contam com os mesmos problemas estruturais. “Elas estão com paredes rachadas, com a caixa d’água destampada, portas enferrujadas. Uma servidora me contou que, para poder passar um café na unidade que trabalha, tinha que colocar algo para tampar a vasilha, senão caía algo dentro dela”, pontua o parlamentar.

Sobe para cinco o número de unidades de saúde interditadas pela Vigilância Sanitária, em Aragarças

Porta enferrujada de uma das unidades que foram interditadas pela Vigilância Sanitária (Foto: Divulgação)

Sobe para cinco o número de unidades de saúde interditadas pela Vigilância Sanitária, em Aragarças

Rachadura numa das unidades que foram interditadas pela Vigilância Sanitária (Foto: Divulgação)

Como ficar os atendimentos após o fechamento de unidades de saúde pela Vigilância Sanitária?

Os pacientes que precisarem de atendimentos devem ser orientados a irem ao Hospital Municipal Getúlio Vargas, segundo a nota. A interdição dos postos ocorrem um dia antes do Dia D para a campanha de vacinação contra o Sarampo. A pasta, por sua vez, destaca que a campanha não será afetada.

“A campanha não será afetada por essa situação visto os ESF’s 302, 304 e 305 mesmo com a interdição estão autorizados a realizar a vacinação da população. Quanto aos postos que não estão aptos para receberem a campanha, locais alternativos estão sendo estudados”, diz o texto.

Mais cedo, o gabinete da Susiva informou que o superintendente João Ferreira de Morais e a promotora Ana Carlas Mascarenhas se reuniram, na manhã desta sexta-feira (18), para acertar detalhes das inspeções. A expectativa é que o relatório com os resultados seja entregue na próxima segunda-feira (22).

A SMS alega que não houve reunião entre a pasta, o MP e a Suvisa. Porém, ‘a secretária de saúde está em contato com o superintendente da Suvisa para resolver a situação”, diz o texto. A nota finaliza sem previsão para a reabertura das unidades interditadas.