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‘Só não foi testada em emas porque elas fugiram’, diz microbiologista sobre cloroquina

Natalia Pasternak afirmou que o medicamento foi testado em vários animais e humanos. Profissional também apresentou estudos que reforçam a ineficácia da cloroquina no tratamento da Covid-19

Microbiologista apresentou estudos que reforçam a ineficácia da cloroquina no tratamento da Covid-19
Microbiologista apresentou estudos que reforçam a ineficácia da cloroquina no tratamento da Covid-19 (Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado)

A microbiologista Natalia Pasternak foi a primeira a falar na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid,desta sexta-feira (11), e trouxe dados que reforçaram a ineficácia da cloroquina no tratamento do novo coronavírus. Ela afirmou que o medicamento foi testado em vários animais e chegou a dizer que “só não foi testado em emas porque elas fugiram”, fazendo referência à foto em que o presidente Jair Bolsonaro mostra uma caixa de cloroquina a uma ema e o animal foge.

“Já testamos em tudo, em macacos, em humanos: não funciona. Só não testamos em emas porque elas fugiram”, afirmou. Segundo a profissional, todos os resultados negativos para a utilização do medicamento eram suficientes para “enterrar a coloroquina de vez e finalmente passar para a análise de outras questões mais importantes.”

Jair Bolsonaro segura uma caixa de cloroquina do lado de fora do Palácio da Alvorada - REUTERS/Adriano Machado

“A cloroquina só funciona em tubo de ensaio e não em células do sistema respiratório, por isso ela nunca funcionou em testes em animais e clínicos”, afirmou.

Durante o depoimento, a microbiologista também mostrou gráfico com picos da doença e queda de infecções. Ela explica que vários fatores que têm comprovação científica podem ser levados em consideração para a queda, como o isolamento social e/ou vacinação.

Por fim, Natalia teceu críticas sobre as medidas tomadas até o momento pelo governo federal. “É uma mentira orquestrada pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde. Esse negacionismo da ciência mata”,  destacou.