SMS e Bombeiros abrem procedimentos para apurar envolvimento de servidores em fraude do Samu

Por nota, órgãos afirmaram que estão colaborando com as investigações e que adotarão medidas em caso de comprovação de envolvimento de servidores

 

Após a deflagração da Operação SOS Samu, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia anunciou que abriu sindicância para apurar a participação de servidores do órgão no esquema criminoso investigado. Paralelamente, o Corpo de Bombeiros divulgou que também abriu processo administrativo para investigar o suposto envolvimento de dois militares da corporação presos durante a operação.

Por nota, a SMS afirmou que, caso comprovado o envolvimento ilícito de servidores municipais, serão tomadas as devidas medidas administrativas, inclusive a exoneração. A secretaria reiterou que está colaborando com as investigações.

Já o Corpo de Bombeiros anunciou que abriu processo administrativo disciplinar para apurar a suposta participação de dois militares da corporação no caso. “É importante ressaltar que a prestação de serviço deles no SAMU ocorre durante horário de folga e não tem vínculo oficial com o Corpo de Bombeiros Militar”, diz a nota do órgão, que também informa que todos os dados necessários serão fornecidos às autoridades.

Confira as notas:

SMS:

Em relação à operação deflagrada hoje pelo Ministério Público do Estado de Goiás em municípios goianos, por determinação do prefeito Paulo Garcia, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia abriu uma sindicância para apurar os fatos. Caso seja comprovado o envolvimento ilícito de servidores municipais em encaminhamentos a UTI’s particulares, as devidas medidas administrativas serão tomadas, inclusive com exoneração. A Secretaria informa ainda que está colaborando com as investigações. 

Corpo de Bombeiros

Em relação à operação deflagrada hoje pelo Ministério Público do Estado de Goiás sobre fraude no SAMU, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) informa que abriu procedimento administrativo disciplinar para apurar o suposto envolvimento de dois militares da corporação no caso. Ambos estão presos temporariamente por determinação judicial até o esclarecimento dos fatos. É importante ressaltar que a prestação de serviço deles no SAMU ocorre durante horário de folga e não tem vínculo oficial com o Corpo de Bombeiros Militar. A corporação informa que está apurando o fato, fornecerá todos os dados necessários às autoridades competentes e adotará as medidas legais cabíveis.

SOS Samu

A operação foi deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) na manhã desta terça-feira (21/6) para o cumprimento de 24 mandados de prisão temporária e de 43 mandados de busca e apreensão, cumpridos nos municípios de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo. A ação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Centro de Inteligência do MP e conta com o auxílio de 39 promotores de Justiça e apoio da Polícia Militar de Goiás.

Durante as investigações realizadas pelo MPGO foi descoberto um esquema de pagamento de propina a alguns funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Goiânia (Samu) – condutores socorristas, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos – para que estes direcionassem pacientes atendidos pelo atendimento de urgência que possuíssem planos de saúde a determinadas UTIs, fraudando a regulação do acesso aos leitos. O pagamento da propina a alguns funcionários do Samu foi realizado por médicos e por responsáveis e proprietários de UTIs.

Segundo o MPGO, após o socorrista ou o técnico de enfermagem fazer o atendimento de urgência pelo Samu, era contatada a regulação de vagas do acesso aos leitos de UTI, cabendo a esta determinar o encaminhamento do paciente para algum hospital vinculado ao SUS, de acordo com a regulação de vagas. Entretanto, mediante pagamento de propina, os investigados estavam alterando essa rotina de atendimento, fraudando-a, posto que pacientes que possuíssem planos de saúde eram encaminhados para unidades de UTI particulares.