RISCO

Sindsaúde: mais de 800 servidores idosos atuam em hospitais da capital

SMS diz que habilita médicos credenciados para substituir os idosos na atenção primária e na urgência


Laylla Alves
Do Mais Goiás | Em: 29/05/2020 às 19:05:58

Uma testagem em massa em cerca de seis indústrias detectou mais de 600 pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Rio Verde. (Foto: Reprodução)
Uma testagem em massa em cerca de seis indústrias detectou mais de 600 pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Rio Verde. (Foto: Reprodução)

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde do Estado de Goiás (Sindsaúde) informou, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), que a pasta conta, atualmente, com 955 servidores na Saúde com mais de 60 anos. Destes, 866 permanecem trabalhando nas unidades da capital, segundo o site do Sindsaúde-GO.

Desta forma, o sindicato pediu o afastamento ou remanejamento dos servidores com 60 anos mais, a fim de assegurar a proteção dos profissionais durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). Porém, a SMS teria informado ao Sindsaúde-GO que não seria possível atender a medida no momento. Ao Mais Goiás, por sua vez, a secretaria esclareceu que tem habilitado médicos credenciados para substituir os idosos na atenção primária e na urgência.

“Manter o trabalhador com comorbidades e aqueles com 60 anos ou mais é apostar em um risco muito alto”, disse Ricardo Manzi, presidente do Sindsaúde. Segundo o site do sindicato, este tem cobrado, em conjunto com outras entidades, uma reunião com Fátima Mrué, secretária de Saúde, e com o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), para tratar de assuntos da pandemia, inclusive este.

SMS

Em nota, SMS disse que está habilitando médicos credenciados para substituir os idosos na atenção primária e na urgência. “Quanto aos demais profissionais, será publicado nos próximos dias o edital para contratação por tempo determinado de profissionais de várias especialidades. Eles vão substituir os que têm mais de 60 anos ou possuem comorbidades.”

A pasta revela, ainda, que, sobre os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), não há falta deles e existe um estoque seguro. Entre as medidas para que os profissionais possam trabalhar com mais segurança, a secretaria informa a distribuição de mais de 10 mil protetores faciais, bem como a construção de barreiras de vidro 6mm nas recepções das unidades de urgência e a criação do Kit EPI que o profissional pega sempre que inicia um plantão.

“Todos os profissionais que apresentem sintomas gripais são testados para Covid-19, mesmo que sejam sintomas leves. Além disso, está sendo feito um inquérito com teste rápido para ver como está a circulação do novo coronavírus entre os profissionais das urgências e unidades básicas de saúde”, finaliza o texto.