Greve

Sindicato convoca greve geral da Rede Municipal de Ensino nesta quarta-feira (22) em Goiânia

Paralisação nas escolas municipais estão ocorrendo de maneira agendada. É cobrado da prefeitura reajustes, garantia de direitos e segurança


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 21/08/2018 às 18:54:28

130 cargos comissionados serão criados (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Goiânia)
130 cargos comissionados serão criados (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Goiânia)

Está prevista para as 8h desta quarta-feira (22), na Câmara Municipal de Goiânia, a votação da Reforma do Instituto de Previdência do Servidor Municipal (IPSM). Em resposta, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) convocou os professores para uma greve por período determinado. Segundo a entidade, a paralisação é necessária para que seja mantida a vigilância sobre o projeto, que pode “prejudicar o trabalhador”.

O Conselho Municipal de Assistência Previdenciária (CMAP) analisou o PLC (Projeto de Lei da Câmara) e apresentou um conjunto de emendas, aprovadas na Assembleia unificada dia 7 de agosto, para serem acatadas no PLC como condição para sua aprovação.

Bia de Lima, presidente do Sintego diz que a greve tem como objetivo pressionar a Prefeitura para atender os servidores municipais. “Devem ser pagos a Data-base (2017-2018), e o piso dos professores. Temos de impedir que o Projeto de Lei seja aprovado sem as emendas propostas pelo CMAP. É fundamental a garantia de direitos dos trabalhadores do município”.

A principal preocupação da presidente é o pagamento salarial e os reajustes dos servidores. “Outra preocupação é com o nosso futuro. Queremos segurança e condições de garantir aposentadorias e pensões” afirmou.

Goianápolis

Em Goianápolis, a 45 quilômetros de Goiânia, também haverá paralisação nesta quarta-feira. O Sintego informou que as negociações de cada município são feitas de maneira distinta e não estão relacionadas. Os trabalhadores daquela cidade cobram o pagamento imediato do piso salarial nacional do magistério dos anos 2017 e 2018; a data base dos administrativos da educação e o pagamento integral do 13º salário, bem como o adicional de férias.

Helia de Siqueira Batista, da Secretaria Municipal de Goianápolis, disse que a prefeitura ainda não tem um posicionamento sobre a greve. “Vamos reunir nesta quarta-feira, Prefeitura, Sintego, Assessoria jurídica e administração”.

O Mais Goiás fez contato com a Prefeitura de Goiânia, mas até o fechamento da matéria, não obteve resposta. O Sintego da capital informou que havendo continuação da tramitação do PLC, a greve continua.

*Fabrício Moretti é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo