Do Mais Goiás

Sindicato cobra que servidores do Hospital das Clínicas façam exames de Covid-19

Sindicato afirma que, atualmente, apenas sintomáticos podem ser submetidos aos exames; reitoria da UFG destaca que a realização nessas pessoas é um protocolo da Vigilância Sanitária, e não da universidade

to para pesquisa com castanhasCooperativa lança campanha para equipar o Hospital das Clínicas de Goiás
Cooperativa lança campanha para equipar o Hospital das Clínicas de Goiás

O Sindicato dos Trabalhadores Técnico Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior (SINT-IFESgo) encaminhou, na última segunda-feira (18), ofício à reitoria da Universidade Federal de Goiás (UFG) e para a Superintendência do Hospital das Clínicas (HC) para que todos os colaboradores da unidade sejam submetidos aos testes para diagnóstico do Covid-19.

O coordenador geral do sindicado, Fernando Mota, explica que, atualmente, o protocolo é que apenas os servidores que apresentarem sintomas podem realizar o exame. Além disso, ele destaca que uma periodicidade deve ser determinada para que os colaboradores façam o teste. “Sabemos que nem todo mundo que está com a doença apresenta sintomas e está disseminando o vírus. Com isso, pode colocar em risco à saúde dos pacientes e  dos colegas de profissão”, ressalta.

Além disso, o sindicato também propõe que seja fixa uma periodicidade da utilização da máscara N-95. Segundo Fernando, por determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os profissionais devem reutilizar a máscara diante à situação de dificuldade de encontrá-las. “Porém, essa recomendação é muito genérica e não foi determinada a quantidade de tempo para reutilizá-la. Uma periodicidade deve ser colocada pois, com o passar do tempo, ela vai ficando contaminada. Vale ressalta que não está faltando EPI no HC e não estamos reclamando a reutilização, mas do tempo que temos que fazer isso” destaca.

Outro ponto adotado por Fernando é que seja fornecida alimentação, sem custo adicional, para as pessoas que trabalham nos 24 leitos que foram destinados às pessoas diagnosticada com Covid-19. Por causa da situação, teme-se que um funcionário saia para se para fazer uma refeição ou leve um alimento de casa e acabe contaminando mais pessoas. “Na atual situação, obriga-se que o colaborador saia para se alimentar ou traga de casa. Sabemos que, nas áreas isoladas, o vírus circula ali. É grande o risco da pessoa levar uma vasilha, por exemplo, dentro da bolsa e contamine alguém da família. Esse pedido é para que evite a propagação. Se receber a alimentação, é tudo descartável e dali mesmo não tem mais contato”, explica.

O ofício ainda destaca que os profissionais que venham ser infectados possam ser tratados na própria unidade. Atualmente, não há nenhum caso confirmado de servidor que tenha sido infectado com a doença, segundo Fernando. Além disso, é pedido que haja um projeto para oferecer ajuda psicológica para os profissionais. “Sabemos que eles sofrem pressões e têm medo por ser tudo muito novo. Eles estão lhe dando com pessoas que estão doentes e imagina a cobrança dos familiares desses profissionais?”, pontua.

Fernando explica que todos os pedidos são para ter adequação para que os profissionais possam desenvolver ainda melhor o trabalho dentro da unidade. “Temos orgulho do HC. Ele é um hospital escola que foram vários profissionais para o estado e para o Brasil inteiro. A UFG tem ajuda muito a suprir com materiais produzidos na própria universidade. Mas tudo pode melhorar”, pontua.

Respostas

O reitor da UFG, Edward Madureira, conversou com o Mais Goiás sobre os pontos abortados pelo sindicato. Sobre a máscara, ele ressalta que é uma questão técnica que deve ser avaliada pelos responsáveis, mas afirma que a unidade segue os parâmetros repassados pelos órgãos de de fiscalização.

Diante à testagem dos profissionais, ele ressalta que, nesta quarta-feira (20), teve início os testes aos profissionais sintomáticos, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde(SMS) de Goiânia. “Funciona em sistema drive thru, com três estações, e é realizado o teste e ainda conversam com o médico. Agora, vale ressaltar que isso é um protocolo da Vigilância Sanitária e não da UFG. Caso o servidor sinta que esteja assintomático deve argumentar para verificar se será ou não feito o exame por uma equipe técnica”, explica.

Sobre a questão da alimentação, que é terceirizada na unidade, o reitor destaca que é um assunto mais complexo e deve ser analisado com calma pelos responsáveis já que os servidores recebem o auxílio-alimentação.

Sobre a questão dos trabalhos psicológicos, Edward afirma que está aberto ao diálogo para a possibilidade de estabelecer esse trabalho, uma vez que se entende a importância por ser tudo muito novo. O reitor finaliza que o todas as reivindicações serão respondidas oficialmente pela universidade.