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Sete festas clandestinas foram fechadas nos últimos 15 dias em Goiânia

Somente no último fim de semana, do dia 12 ao dia 14, duas festas clandestinas foram encerradas com quase 200 pessoas aglomeradas

Sete festas clandestinas foram fechadas na cidade de Goiânia nos últimos 15 dias, segundo a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Desde o dia 1º de março vigora na capital o decreto que determina o fechamento de comércio e recomenda à população o ações de isolamento social. Contudo, aglomerações com centenas de pessoas continuam sendo flagradas.

Segundo informações da Central de Fiscalização da Covid-19, somente no último fim de semana, do dia 12 ao dia 14, duas festas clandestinas foram encerradas com quase 200 pessoas aglomeradas, cada uma. Em uma das ocasiões, no bairro Jardim da Rosa, o local já havia sido notificado em outra fiscalização.

Em alguns casos, as celebrações acontecem não só em residências, como também em comércios, como distribuidoras. “A fiscalização existe, multas e punições são aplicadas, mas é preciso que a população coopere. Se não houver colaboração por parte das pessoas, nunca conseguiremos vencer a pandemia”, desabafa o diretor da Vigilância Sanitária, Jadison Tavares.

Aglomeração e outros crimes

Além de ignorar o grave cenário epidemiológico e o aumento dos casos e óbitos da capital, em algumas das festas ilegais os fiscais acabam flagrando outros crimes.

Em uma das aglomerações encerradas nesta segunda-feira (15), no Parque da Lagoa, a Guarda Civil acabou encontrando também pessoas realizando pesca ilegal. Na ação, foram apreendidos anzóis, linhas e uma faca de mesa.

O local é público e, segundo a GCM, fiscalizado com frequência, pois sempre é alvo de festas. “O local é aberto e falta conscientização das pessoas, principalmente nos finais de semana e feriados”, informou a corporação.

Festa com mais de 150 pessoas, jetskis e drogas é fechada em lago Buena Vista 4

Segundo os agentes, haviam várias pessoas, incluindo crianças, aglomeradas e sem máscara, consumindo bebidas alcoólicas e andando de JetSki (Foto: Divulgação / GCM)

Em outra fiscalização, realizada no dia 18 de fevereiro, o mesmo lugar flagrou pessoas aglomeradas, sem máscara, fazendo consumo de bebidas alcóolicas e drogas na presença de crianças. Alguns dos possuíam inclusive antecedentes criminais.

Denúncias

De acordo com a Prefeitura de Goiânia, atualmente, cerca de 150 auditores fiscais e guardas civis metropolitanos trabalham na parte do dia para reprimir as irregularidades. Algumas das denúncias são recebidas pelo aplicativo ‘Prefeitura 24 horas’, criado para ajudar na fiscalização.

“Sabemos o quão delicada a situação está para todos, sob o ponto de vista econômico e social. Mas, quanto antes colaborarmos, mais cedo poderemos voltar, ainda que gradativamente, às atividades normais”, alerta o secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso.

Estabelecimentos

Do dia 1º ao dia 15 de março, a Central de Fiscalização da Covid-19 vistoriou mais de 9 mil estabelecimentos comerciais. Destes, 145 foram autuados e 702 foram fechados pelo descumprimento das restrições determinadas pelo novo decreto.

A grande maioria dos estabelecimentos autuados são academias, distribuidoras de bebidas e lanchonetes. Casos críticos ou reincidentes são encaminhados diretamente à Polícia Civil e Ministério Público para apuração. Segundo a Prefeitura, a multa para estabelecimentos que descumprirem os protocolos é de R$ 4908,30.