Jessica Santos
Do Mais Goiás

Servidores protestam contra remoção de quase 300 funcionários do Hugo

Uma paralisação de advertência deve ser feita por médicos do hospital na próxima quinta-feira (28)

Cerca de 70 servidores do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), em Goiânia, protestaram contra a remoção de quase 300 funcionários efetivos da unidade. (Foto: Reprodução)
Cerca de 70 servidores do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), em Goiânia, protestaram contra a remoção de quase 300 funcionários efetivos da unidade. (Foto: Reprodução)

Cerca de 70 servidores do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) protestaram contra a remoção de quase 300 funcionários efetivos da unidade de saúde. Manifestação ocorreu na porta do hospital na manhã desta segunda-feira (25). Objetivo foi denunciar as consequências da retirada dos trabalhadores do local a partir do dia 1º de Dezembro. Anúncio de remoção e remanejamento dos profissionais foi feito pela Secretaria da Saúde (SES) na última semana.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Goiás (SindSaúde), Flaviana Alves, expõe que uma lista com o nome de 276 servidores concursados do Hugo já foi divulgada e novos postos de trabalho foram sugeridos pela Pasta. Contudo, quando os profissionais procuram as novas unidades são informados de que não há perfil para atuar nos locais.

“À pedido da nova Organização Social (OS), que vai assumir o hospital em Dezembro, a secretaria anunciou a remoção dos trabalhadores. Mas quando eles procuram outros locais para trabalhar são informados de que não há possibilidade de atuação. Ou seja, profissionais com quase 30 anos de trabalho no Hugo serão retirados e não sabem onde vão atuar”, disse.

Segundo ela, o atendimento no hospital ficará comprometido com a retirada dos concursados. “O risco é muito grande pois a demanda da unidade é gigante e não vãoter profissionais suficientes para realizar o atendimento. Essa medida pode levar muitos pacientes à morte. O que estão fazendo é um desrespeito com a saúde pública, com a população e com os funcionários”, criticou.

Flaviana relata ainda que o Sindsaúde encaminhou o caso ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) e protocolou uma ação judicial para impedir a remoção indiscriminada de trabalhadores. A lista de servidores removidos será apresentada à Justiça com intuito de que os magistrados possam compreender a gravidade destas mudanças. A entidade também deve procurar o Ministério Público Federal (MPF) para cobrar intervenção do órgão.

Demissão de temporários

Ainda conforme a presidente do SindSaúde, profissionais temporários serão demitidos. A previsão é de que uma relação com o nome dos trabalhadores dispensados seja divulgada no próximo dia 30 de Novembro. “Eles estão retirando profissionais efetivos e temporários para contratar novas pessoas e pagar pouco. A carga horária será aumentada e o salário reduzido. Estão querendo contratar psicólogos, por exemplo, por R$ 2 mil, enquanto hoje são pagos cerca de R$ 3,5 mil”, ressaltou.

Ao total, de acordo com Flaviana, serão retirados aproximadamente 600 funcionários efetivos e temporários. A presidente afirma que o sindicato já montou um cronograma de mobilizações na tentativa de reverter o processo de dispensa. “Não podemos aceitar. A nova OS assume o hospital em Dezembro e não vai ter pessoas para trabalharem. A semana vai ser cheia de atos e continuaremos lutando para que isso não ocorra”.

O Mais Goiás aguarda posicionamento da SES.

Nova gestão

Na próximo domingo (1º), a gestão do Hugo passará a ser do Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública (INTS), que substitui o Instituto Haver.

O chamamento público que resultou na escolha da nova OS gestora, bem como o processo de transição da gestão foram alvo de grande mobilização de funcionários e decisões judiciais. O processo de substituição chegou a ser paralisado em razão de impasses acerca de demissões de servidores.

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