Reivindicação

Servidores do Estado fazem manifestação e cobram salários do mês de dezembro

Sindicatos da educação e da polícia estiveram presentes no Palácio Pedro Ludovico Teixeira com outras entidades cobrando o governo


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 21/01/2019 às 19:32:10

Manifestação dos servidores no Palácio Pedro Ludovico Teixeira (Foto: Mais Goiás)
Manifestação dos servidores no Palácio Pedro Ludovico Teixeira (Foto: Mais Goiás)

Na tarde desta segunda-feira (21), vários servidores do Estado de Goiás se reuniram na porta do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, no centro de Goiânia, para uma manifestação referente aos salário atrasado do mês de dezembro. Reivindicam também férias, décimo terceiro, vale transporte e auxílio-alimentação.

Durante as manifestações, chamaram o governador Ronaldo Caiado (DEM) de ‘caloteiro’. Segundo disseram, ele pagou os salários do mês de janeiro utilizando o dinheiro que seria destinado ao pagamento dos salários de dezembro de 2018.

Sintego

De acordo com a presidente do Sindicato de Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), Bia de Lima, o sindicato cobra juntamente com outras 42 entidades representativas das categorias dos servidores públicos, os pagamentos os quais ainda não foram efetuados.

“Precisamos que o governo de fato possa atender às entidades e pagar o que deve. Eles justificam o atraso de dezembro por conta da falta de recursos. Por isso fizemos a proposta de pagar janeiro e logo em seguida dezembro” esclarece a presidente do sindicato.

Na última quinta-feira (17) o Secretário de Governo do Estado de Goiás, Ernesto Roller (MDB) anunciou uma proposta de parcelamento para a folha de pagamento do mês de dezembro dos servidores. Sobre o fato, Bia de Lima é categórica: “Não concordamos com o parcelamento em seis parcelas, como foi proposto. Dessa forma, terão pessoas que irão receber o que é devido só no mês de agosto, um absurdo”.

A presidente do Sintego não descarta greves. “Muitas escolas não puderam iniciar as aulas por causa dessa situação. As manifestações vão aumentar de agora em diante em todo o estado, e as greves nas escolas podem acontecer”, conclui Bia.

Servidores da educação e da Polícia estiveram presente na manifestação (Foto: Mais Goiás)

Servidores da educação e da Polícia estiveram presente na manifestação (Foto: Mais Goiás)

Sindepol

O delegado Adriano Costa, presidente do Sindicato dos Delegado de Polícia Civil de Goiás (Sindepol), reforça o depoimento de Bia, declarando que reivindica uma negociação plausível entre o governo e os servidores, uma vez que ate o momento não houve qualquer sinalização do pagamento da folha de dezembro.

“É total inadequado o que foi feito, pular o pagamento de dezembro. Compreendemos a situação difícil do governo, mas não temos a possibilidade de parcelar nossas dividas. É inadequado que o servidor público ostente os ônus de uma situação deficitária do Estado”, diz o delegado.

Adriano vê com preocupação a possibilidade de parcelamento dos salários, uma vez que a necessidade de recebimento é imediato. “É grave pensar que essa situação pode se perpetuar. O governo não pode pensar só no período em que exerce seu governo, mas ele assume o estado com todos os ônus e bônus”, afirma.

Servidores pedem o pagamento do salário de dezembro e décimo terceiro (Foto: Mais Goiás)

Servidores pedem o pagamento do salário de dezembro, décimo terceiro, férias, vale transporte e auxílio-alimentação (Foto: Mais Goiás)

De acordo com o delegado, a categoria está aberta a negociações, assim não há chance de paralisação. “Mas é preciso levar isso para a categoria, precisamos contar com a sensibilidade do Ronaldo Caiado e esperamos que após a assembleia de hoje, indiquem para nós, representantes classistas, quais serão as ações a serem tomadas daqui pra frente”, conclui Adriano.

Durante a manifestação, um dos representantes da Polícia Civil criticou a escolha do Caiado de colocar Cristiane Schmidt no cargo de secretária da Fazenda de Goiás, dizendo que ela não conhece o estado, nem mesmo sabe o que é Ipasgo. O representante da PC declarou que “se ela não der conta, pede para sair”.