Impasse

Servidores da saúde de Aparecida de Goiânia iniciam greve na próxima segunda-feira (15)

Categoria alega que decisão foi tomada porque prefeitura não abriu diálogo. Todos os serviços que não forem de urgência serão suspensos


Thiago Burigato
Do Mais Goiás | Em: 09/05/2017 às 13:23:29

A categoria realizou manifestação no Cais Nova Era no dia 3 (Foto: Sindsaúde)
A categoria realizou manifestação no Cais Nova Era no dia 3 (Foto: Sindsaúde)

Servidores da saúde de Aparecida de Goiânia decidiram nesta terça-feira (9) pela deflagração de greve no município a partir da próxima semana. A paralisação deve começar na segunda-feira (15) e afetar parcialmente os serviços de urgência.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde), Flaviana Alves, explicou que a decisão pela greve, tomada em assembleia realizada durante esta manhã, foi motivada pela falta de diálogo por parte da prefeitura. “Como não houve retorno às nossas tentativas de conversa, a categoria decidiu iniciar a greve”, reforçou.

Flaviana detalha que a paralisação vai interromper os atendimentos nos laboratórios, nos grupos de especialidade, do programa de saúde da família, entre outros. Apenas o atendimento de urgência continuará, com 50% da capacidade normal.

“Nós vamos cumprir o que a lei determina, que são as 72 horas de aviso, mas, como Aparecida tem um feriado prolongado nos próximos dias, a greve vai começar de fato na segunda-feira”, explicou Flaviana. De acordo com ela, para essa data também está prevista uma manifestação no Cais Nova Era.

Reivindicações

Os servidores reivindicam o cumprimento imediato de direitos previstos no Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos (PCCV) da categoria como o pagamento de gratificações e progressão de carreira. Além disso, os trabalhadores exigem a inclusão dos servidores administrativos da Saúde no PCCV, melhores condições de trabalho, diminuição da sobrecarga de trabalho, segurança nas unidades de saúde e melhores condições de atendimento para a população.

Conforme os servidores, o Plano de Carreiras foi aprovado no município em 2014, mas até agora só foi cumprido de maneira parcial. Desde a gestão passada, o Sindsaúde e outras entidades representativas dos servidores municipais vêm cobrando o cumprimento desses direitos. Eles reclamam que no início da gestão do prefeito Gustavo Mendanha, as entidades tentaram – por diversas vezes – negociar a aplicação do Plano, mas não houve sucesso.

Diante da falta de avanços, os servidores aprovaram – em assembleia geral – manifestações com paralisações pontuais para expor os prejuízos acarretados pela falta de aplicação do Plano e pela falta de investimentos na área. Essas paralisações ocorreram no Cais Nova Era, no dia 3, e na Upa do Setor Buriti Sereno, no dia 5.

Por nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia informou que o secretário de Saúde Edgar Tolini está negociando com o secretário de Fazenda André Luis Rosa os impactos das reivindicações referente ao plano de cargos e salários e buscando um acordo junto aos profissionais. A SMS esclareceu ainda que está em constante diálogo com as categorias para atender as demandas.