Seguiram para Praça Cívia

Servidores da Educação e trabalhadores da indústria e comércio ocupam entrada da Alego e Praça Cívica

Pautas incluem impactos da reforma da Previdência e alteração do estatuto do servidor; manifestantes podem montar acampamento na porta da Assembleia


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 11/12/2019 às 16:31:50
Marcela Costa
Do Mais Goiás | Em: 11/12/2019 às 16:31:50

(Foto: Marcela Costa/Mais Goiás)
(Foto: Marcela Costa/Mais Goiás)

Servidores da Educação do Estado de Goiás e trabalhadores da indústria e comércio ocuparam a entrada da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para uma série de reivindicações. De lá, o segundo grupo seguiu para a Praça Cívica. Na pauta desta tarde de quarta-feira (11), foram debatidos os impactos da Reforma da Previdência, Reforma Administrativa e alteração do estatuto do servidor. As matérias já estão presentes no legislativo goiano para apreciação. A partir da próxima terça-feira (17), os educadores podem acampar na Alego, caso seja decidido em assembleia.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Goiás (Sintego), Bia de Lima, afirmou que a manifestação é “o começo de uma grande luta para garantir o direito dos servidores públicos, do pessoal da educação”. Segundo ela, as matérias que tramitam na Casa de Leis, se aprovadas, vão retirar o quinquênio dos trabalhadores, mandato classista, direito de aposentadoria, além da licença-prêmio. “É inadmissível que os deputados façam isso”, declarou.

Bia informa que, a categoria vai realizar uma assembleia para decidir se, a partir da próxima terça-feira, haverá um acampamento na porta da Alego e quantos dias esse irá se manter.

Ela diz, ainda, que o quinquênio é o único recurso com que o servidor ainda conta. “O governo não garante a data base e o piso.” Este benefício seria afetado pela Reforma da Previdência, bem como a aposentadoria dos servidores.

Em relação à licença-prêmio, outra pauta da categoria: pode ser substituída por um licença para qualificação, com a aprovação do novo estatuto do servidor. Anteriormente, a sindicalista já tinha classificado a medida como “prejudicial” ao servidor, sobretudo, ao professor. “Já temos licença para qualificação. A licença-prêmio tem um caráter, por sua dedicação. São licenças distintas.”