"ERA INSUSTENTÁVEL"

Sérgio Camargo tira nome de Marina Silva da lista de personalidades negras do país

Em rede social, presidente da Fundação Palmares diz que a ex-ministra do Meio Ambiente se declara negra 'por conveniência política' e 'disputar eleição não é mérito'


Agência O Globo
Agência O Globo
Do Agência O Globo | Em: 13/10/2020 às 18:11:00

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, informou nesta terça-feira, em rede social, que excluiu o nome da ex-ministra Marina Silva e ex-candidata à Presidência da República da lista de personalidades negras da instituição. Segundo ele, Marina “não tem contribuição relevante para população negra” e “disputar eleição não é mérito”.

“Marina Silva foi excluída da lista de personalidades negras da Fundação Cultural Palmares. Marina não tem contribuição relevante para a população negra do Brasil. Disputar eleições não é mérito. O ambientalismo dela vem sendo questionado e não é o foco das ações da instituição”, publicou Camargo no Twitter.

Ele justifica que a permanência de Marina na galeria “era insustentável “.

“Segundo críticos, enquanto o povo da Amazônia definhava, Marina Silva recebia prêmios de sustentabilidade na Europa. A permanência dela na galeria de personalidades negras da Fundação Palmares era insustentável e injustificável”, escreveu.

Ainda segundo ele, Marina se declara negra “por conveniência política”. O presidente da Fundação Palmares citou também outros nomes que, segundo ele, “são pretos por conveniência”.

“Não é um caso isolado. Jean Willys, Talíria Petrone, David Miranda (branco) e Preta Gil também são pretos por conveniência. Posar de “vítima” e de “oprimido” rende dividendos eleitorais e, em alguns casos, financeiros”.

No final de setembro, Camargo também retirou o nome candidata à prefeitura do Rio, a deputada federal Benedita da Silva (PT) da lista da fundação. justificando que a petista responde a um processo por improbidade administrativa e que seus bens foram bloqueados. A assessoria de campanha afirmou que iria recorrer à Justiça pelo suposto crime de racismo.