Cidades

Sem previsão de pagamentos, governo decide não cobrar mensalidade de dezembro do Ipasgo

Secretária da Fazenda, Cristiane Schimidt, foi novamente a Brasília para buscar solução para regularização da situação financeira do Estado


Joao Paulo Alexandre

Do Mais Goiás | Em: 10/01/2019 às 12:01:26


(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Ainda sem previsão de pagamento da folha de dezembro, o governo de Goiás decidiu não realizar o débito da mensalidade do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) dos servidores que estão com os salários atrasados. A informação foi dada pelo superintendente executivo da Dívida Pública, Contabilidade e Tesouro, Sílvio Vieira de Luz, durante coletiva da secretária da Fazenda, Cristiane Schimidt, para relatar sobre as possíveis soluções para o pagamento dos salários, na tarde desta quarta-feira (9).

Schimidt destacou que, no encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ocorrido nesta terça-feira (8), a resposta do Governo Federal foi negativa mediante o empréstimo para o pagamento da folha, pois, segundo ela, a união está vedada por lei para tal ação. Ela realizou uma nova viagem, após a coletiva, para tentar incluir o estado no Programa de Recuperação Fiscal.

“Vamos conversar com o ministro Paulo Guedes sobre  a possível inclusão do estado nesse programa. Essa alternativa nos daria amortização de juros por até três anos, ou seja, é o nosso plano A. Se não conseguirmos, verei com ele outras possibilidades”, conta.

Ela também informou que conseguiu antecipar a visita de Guedes ao Estado para o dia 14, pois estava marcada para acontecer no dia 21 deste mês. Todas essas tentativas é para tentar resolver a situação financeira de Goiás, que, segundo a secretária, encontra-se em dívida de R$ 3,4 bilhões. Por causa desse valor, a secretária também destaca que a situação do estado não está boa para realização de empréstimos em bancos.

Ainda nesta quarta, a Sefaz informou, por meio de nota, a liberação do pagamento da folha salarial de sete órgãos do estado, sendo eles: Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Assembleia Legislativa, Defensoria Estadual e Secretaria da Saúde. O montante para a quitação é de R$ 225 milhões.

Segunda proposta

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Goiás (Sindipúblico), Nylo Sérgio, afirmou que aguarda uma nova proposta após essa nova visita da secretária à Brasília. Segundo ele, a entidade junto com o Fórum Estadual de Defesa dos Servidores Públicos de Goiás defendem que os salários devem ser feito em ordem cronológica e que são contra a proposta de parcelamento.