Crise

Secretário de Governo diz que Goiás está em estado de calamidade e falência

declaração foi dada por Roller após reunião com os representantes do Fórum de Entidades dos Servidores Públicos do Estado de Goiás


Bárbara Zaiden

Do Mais Goiás | Em: 18/01/2019 às 19:31:18


Secretário de Governo de Goiás, Ernesto Roller (Foto: Da redação do Mais Goiás)
Secretário de Governo de Goiás, Ernesto Roller (Foto: Da redação do Mais Goiás)

O secretário de Governo, Ernesto Roller, disse na tarde desta sexta-feira (18), que Goiás está em estado de calamidade. “Eu arrisco dizer que a situação do Estado de Goiás é de absoluta falência e calamidade. Isso não tem como negar”. Segundo ele, o governador Ronaldo Caiado (DEM) ainda não discutiu a possibilidade de um decreto de falência, como tem ocorreu em seis estados brasileiros.

Roller já afirmou que para parcelar o pagamento referente aos salários de dezembro de 2018 dos servidores, será necessário fazer outros cortes. Ao mesmo tempo, ele diz que o governo tem evitado tomar medidas drásticas. O secretário informou que a previsão de receita para 2019 é de mais de R$ 18 bilhões e a despesa é de R$ 22 bilhões. E ainda: que o déficit é de R$ 6 bilhões de reais, somando a dívida no ano passado e deste ano.

A folha de dezembro dos servidores não foi paga e não há previsão para que isso aconteça. Organizações Sociais que fornecem almoços para órgãos estaduais podem suspender serviço por atraso de três meses nos repasses. Servidores do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) já anunciam paralisação para a próxima semana.

Professores afirmam que não retornam às salas de aula no dia 21 de janeiro, quando está previsto o início do ano letivo. Escolas serão fechadas, estudantes remanejados para outras instituições e servidores demitidos.

“Todos nós imaginávamos e sabíamos que o estado estava em uma situação difícil. Mas quando entramos, descobrimos a situação falimentar de Goiás. E uma hora a conta chega”, finalizou.

A declaração foi feita à imprensa após reunião com os representantes do Fórum de Entidades dos Servidores Públicos do Estado de Goiás. Os servidores não aceitam o parcelamento dos salários de dezembro de 2018 e o Governo não aceitou as alternativas propostas pelas entidades.