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Secretário da Saúde de Goiás diz ser contra vacinação obrigatória

Além de se manifestar contra a obrigatoriedade da vacina, Alexandrino disse ainda acreditar que essa posição seja, inclusive, "uma tendência nacional"

Em entrevista concedida a um jornal na manhã desta sexta-feira (18), o titular da Secretaria de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, afirmou ser contrário à vacinação obrigatória para a covid-19. No entanto, o secretário ressaltou que, ao mesmo tempo, a população deve entender que o Estado de restringir, em alguns locais, o trânsito da pessoa que recusar a imunização contra o coronavírus.

A declaração foi feita ao Jornal Opção, de Goiás. Além de se manifestar contra a obrigatoriedade da vacina, Alexandrino disse ainda acreditar que essa posição seja, inclusive, “uma tendência nacional”.

Entretanto, de acordo com o secretário, o indivíduo que se recusar a ser vacinado contra a covid-19 deve ter ciência que poderá sofrer algumas restrições por parte do governo. “É preciso entender que o Estado também tem o direito de não permitir que essa pessoa transite por determinados locais que possam comprometer ou trazer algum tipo de prejuízo a saúde coletiva, por exemplo. Como cidadão, temos direitos e deveres. São ações que visam minimizar danos e não retaliar as pessoas”, argumentou.

Alego aprovou não obrigatoriedade da vacina

Na última quarta-feira (16), a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, em segunda votação, o projeto de lei que proíbe a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 no estado. Foram 26 votos a favor e dois contra.

A proposta é de autoria do deputado estadual Delegado Humberto Teófilo (PSL) e, agora, depende da sanção ou do veto do governador Ronaldo Caiado.

Como justificativa para o projeto, Teófilo alegou que o direito da liberdade individual não pode ser violado e, neste caso, não há choque com o direito à vida “pela simples razão de o vírus não ser fatal”.