Ainda não foi criado

Se não efetivar, Vitor Hugo vê chance de outras siglas terem candidatos do Aliança pelo Brasil

“Sem esconder nada do outro partido, claro. Nós queremos viabilizar a candidatura, mas depois migrar. Se o partido quiser compor dessa forma, pode sim acontecer”

Política

Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 24/01/2020 às 15:05:50

Major Vitor Hugo (Foto: Divulgação)
Major Vitor Hugo (Foto: Divulgação)

O Aliança pelo Brasil, atualmente, conta com 220 mil fichas impressas segundo o líder do governo na Câmara, deputado federal Major Vitor (PSL). Esses documentos de filiação ainda dependem de confirmação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parlamentar, aliado de primeira ordem do presidente Bolsonaro (sem partido), afirma que, só em Goiás, já são 7 mil.  “Vamos nos esforçar para dar certo”, diz otimista, mas ainda admite a possibilidade de, caso a sigla não seja criada, utilizar outras legendas para ancorar candidatos.

“É uma possibilidade. Mas sem esconder nada do outro partido, claro. Nós queremos viabilizar a candidatura, mas depois migrar. Se o partido quiser compor dessa forma, pode sim acontecer”, destaca Vitor Hugo. O congressista adianta que a organização nacional [do Aliança] vai apontar o caminho. “Aí vamos tentar regionalizar dentro dos Estados”, resume.

Em construção

Segundo Major Vitor, que atendeu o Mais Goiás de Catalão, ele está em uma jornada pelo interior para saber das demandas regionais. “Mas as pessoas sempre perguntam do Aliança pelo Brasil.”

Desta forma, ele diz que o grupo tem organizado a parte logística, a fim de explicar sobre o preenchimento de fichas e realizar eventos, como o que houve na capital. A equipe de atuação é formada por voluntários, “pessoas que apoiaram o presidente na eleição [de 2018]”.

No último dia 14, a legenda em construção realizou seu 1º Encontro de Apoiadores em Goiânia. O evento teve como objetivo orientar melhor as pessoas sobre como fazer o apoiamento ao Aliança.

Aliança pelo Brasil

Vale lembrar que o Aliança Pelo Brasil é o partido que o presidente Bolsonaro tenta fundar desde a saída do PSL, em 19 de novembro. O intuito é viabilizar a legenda até março deste ano, para que os filiados possam disputar os pleitos municipais.

Para isso, são necessárias cerca de 500 mil assinaturas. O Mais Goiás já explicou as dificuldades para a criação do partido em tempo tão curto. Confira a seguir:

Entenda as dificuldades para a criação do Aliança pelo Brasil

Desgaste

O ex-secretário-geral da Previdência, Gustavo Bebianno, disse ao UOL, que o ministro da Justiça Sergio Moro deveria pedir demissão e sair candidato. “Infelizmente, o Jair só pensa em reeleição. A sorte do país é que há alguns ministros que efetivamente trabalham pelo Brasil, e para o Brasil, a exemplo do Sérgio Moro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Essa obsessão pelo poder, combinada com as paranoias de traição, se sobrepõe ao excelente trabalho desses auxiliares. Como o Jair morre de medo do Moro nas urnas, fará de tudo para acabar com ele até 2022”, afirmou ao site.

A declaração foi dada após surgirem conversas sobre a possibilidade do Ministério da Justiça ser desmembrado, com a recriação da pasta da Segurança, hoje subordinada a Moro. Porém, nesta sexta-feira (24), o presidente já negou qualquer possibilidade de desmembramento. “O Brasil está indo muito bem, na segurança pública os números demonstram que estamos no caminho certo. É minha máxima, né, em time que está ganhando não se mexe”, afirmou em entrevista durante viagem a Índia, divulgada pelo GloboNews.

Major Vitor Hugo reforçou a visão de Bolsonaro. “A chance de um novo ministério [de Segurança Pública] é muito pequena”, esclareceu. Além disso, sobre a relação entre Moro e o chefe do Executivo nacional, ele garante: “Não tem desgaste nenhum.”

Em entrevista ao Mais Goiás, o presidente do PSL em Goiás, Delegado Waldir, afirmou: “Meu candidato em 2022 é Moro.” Confira a matéria completa a seguir:

“Meu candidato em 2022 é Moro”, diz Delegado Waldir