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Saúde em Goiás se prepara para monitorar coronavírus, mesmo sem casos suspeitos no Estado

“As medidas seguem determinações do Ministério da Saúde, mas com adaptações para as particularidades de cada estado”, informou a superintendente de vigilância em saúde

O Estado de Goiás poderá receber informações da China sobre o novo coronavírus. A cooperação do país chinês deve ser feita via teleconferências (Foto: Diário do Turismo)
O Estado de Goiás poderá receber informações da China sobre o novo coronavírus. A cooperação do país chinês deve ser feita via teleconferências (Foto: Diário do Turismo)

Após a notificação de mais dois casos suspeitos de coronavírus no Brasil pelo Ministério da Saúde, na última terça-feira (28), as secretarias estaduais de saúde aumentaram o nível de atenção sobre a doença. Mesmo não tendo nenhum caso suspeito notificado em Goiás, a pasta da saúde no Estado já adota protocolos de monitoramento.

De acordo com a superintendente de vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), Flúvia Amorim, o plano de vigilância para o coronavírus é nacional. “As medidas seguem determinações do Ministério da Saúde, mas com adaptações para as particularidades de cada estado”. A superintendente reitera que o protocolo é baseado em três pilares:

  • Vigilância epidemiológica: monitoramento e notificações de casos suspeitos;
  • Assistência: preparar a rede e as unidades de saúde para fazer o atendimento se surgirem casos suspeitos;
  • Comunicação: repassar as informações que forem surgindo e explicar para a população detalhes como sintomas e modos de prevenção.

Segundo Flúvia, apesar das medidas adotadas, não há motivo para pânico: “Pelo que temos até a agora de informação, é muito similar ao que aconteceu com a H1N1, e que também naquela época era um novo subtipo do vírus. As medidas de precaução são praticamente as mesmas, portanto, vamos só retomar essas informações para profissionais da saúde e para a população”.

Qualquer pessoa que apresentar sintomas como febre, tosse e dificuldades para respirar deve procurar uma unidade de saúde. Flúvia explica, no entanto, que para o caso ser configurado como suspeito para o coronavírus, a pessoa tem que, obrigatoriamente, ter estado na China nos últimos 14 dias, ou ter entrado em contado com algum caso suspeito ou confirmado, também, nos últimos 14 dias.

Casos suspeitos no Brasil

Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso suspeito de coronavírus no país, na última terça-feira (28). Uma estudante de 22 anos que esteve na China está internada em Belo Horizonte, em observação. Dessa forma, o órgão elevou o nível de atenção para Alerta de Perigo Iminente para a presença do vírus no país.

Dois novos casos suspeitos do coronavírus também foram anunciados pelo Ministério, um em São Leopoldo (RS) e outro em Curitiba (PR). Segundo a pasta, os dois pacientes do Sul do país se enquadram na definição de quadro suspeito, segundo os critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com febre, pelo menos um sintoma respiratório e possível contato com a doença, em qualquer lugar da China, nos últimos 14 dias.