Do Mais Goiás

Sara Winter faz 28 anos na prisão, com banho frio e em cela individual

Ativista política recebe a mesma marmita que é oferecida às outras presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal

Sara Winter, apoiadora do presidente Bolsonaro nas redes sociais: presa desde a última segunda-feira (Foto: Instagram/Reprodução)
Sara Winter, apoiadora do presidente Bolsonaro nas redes sociais: presa desde a última segunda-feira (Foto: Instagram/Reprodução)

Presa temporariamente na última segunda-feira (15), a ativista política Sara Winter, líder do grupo de extrema-direita armada “300 do Brasil”, completa 28 anos nesta quinta-feira. Sara está na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia. O grupo que Sara lidera apoia o governo do presidente Jair Bolsonaro. 

Reportagem publicada pelo portal Metrópoles, parceiro do Mais Goiás, trouxe a informação de que Sara está em uma cela individual e não teve contato com as demais presas. Ela também passou por testes para diagnosticar o novo coronavírus, que deram negativo. A bolsonarista toma banho de sol separadamente no pátio da prisão. 

“Não há qualquer tipo de regalia. Ela come a mesma marmita oferecida a outras detentas, está em uma cela comum e com banho frio”, disse a fonte ouvida pela reportagem.

Quatro refeições são oferecidas diariamente no presídio: café da manhã, almoço, jantar e ceia. Nesta última, os detentos também recebem uma fruta, ou uma banana, goiaba, maçã ou pera.

Nas redes sociais, a equipe da liderança do 300 publicou sobre a prisão e afirmou que Sara recebeu ameaças de morte por parte de presas. À reportagem, o sistema penitenciário do DF negou qualquer tipo de risco ou ameaça dentro do complexo.

Sara foi detida em desdobramentos da Operação Lumus, que investiga atos antidemocráticos e ameaças contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi denunciada pelo Ministério Público Federal por ameaçar o ministro Alexandre de Moraes nas redes sociais. Disse que transformaria a vida do ministro em um “inferno” após ela ser incluída no inquérito das fake news.

Em oitiva, a bolsonarista ficou calada ao ser questionada sobre o motivo das ameaças e negou participação no ato que envolveu a queima de fogos em direção ao prédio do STF.

De acordo com a defesa da ativista, Sara teria agido “pelo calor do momento” ao disparar contra Moraes. As ameaças foram feitas minutos após a chegada da PF à casa da bolsonarista, no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no inquérito contra as fake news.

Nessa terça-feira (16/06), outros três integrantes do grupo liderado por Sara também foram presos. Eles estavam na mira da PF desde segunda-feira e tiveram a prisão pedida junto à de Sara.