RESPOSTA

Sandro Mabel nega relação com investigação da Operação Tokens

Ação investiga estelionatários que usaram dados de servidores do Ibama para fazer alterações indevidas nos sistemas do órgão por meio de certificados digitais obtidos de por meio de fraudes


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 15/09/2020 às 14:50:51

Presidente da Fieg, Sandro Mabel (Foto: Reprodução)
Presidente da Fieg, Sandro Mabel (Foto: Reprodução)

A assessoria do ex-deputado federal e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) Sandro Mabel informou, por nota, que o ex-deputado não tem relação com a Operação Tokens. Deflagrada nesta terça-feira (15), esta ação investiga estelionatários que usaram dados de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para fazer alterações indevidas nos sistemas do órgão por meio de certificados digitais obtidos de por meio de fraudes para beneficiar fazendeiros. Sandro foi um dos alvos.

De acordo com os investigadores da Polícia Federal (PF), uma das empresas instituídas para administrar uma propriedade rural de Mabel foi beneficiada pela suposta quadrilha. A PF afirma, ainda, que as principais beneficiadas foram propriedades rurais localizadas nos estados do Pará e do Mato Grosso.

Segundo nota da assessoria de Mabel, o ex-deputado federal adquiriu uma área rural no município de Canabrava do Norte, no estado do Mato Grosso, em dezembro de 2012, com escritura lavrada em novembro de 2013. “A área, à época da aquisição, possuía dois autos de infração (415948-D e 415947-D), com consequente Termos de Embargo aplicados pelo Ibama que permanecem até hoje pendentes de resolução.” De acordo com o texto, as multas e as providências pela solução são de responsabilidade da antiga proprietária.

Confira na íntegra:

“Com relação à Operação Tokens, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (15/09), informamos que Sandro Mabel afirma não ter relação com as investigações e esclarece que adquiriu área rural no município de Canabrava do Norte, no estado do Mato Grosso, em dezembro/2012, com escritura lavrada em novembro/2013.

A área, à época da aquisição, possuía dois autos de infração (415948-D e 415947-D), com consequente Termos de Embargo aplicados pelo Ibama que permanecem até hoje pendentes de resolução. As multas e as providências pela solução são de responsabilidade da antiga proprietária, que se responsabilizou legalmente e expressamente pela resolução das questões na própria escritura pública de compra e venda lavrada em cartório.

Diante do exposto, Sandro Mabel reafirma sua isenção, entende que seu nome foi envolvido por ser o atual proprietário da área (porém a responsabilidade total é da antiga proprietária) e coloca-se à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.”

Operação Tokens

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 48 mandados de busca e apreensão em empresas e residências de pessoas beneficiadas pelas fraudes. Também foram feitas prisões de cinco de falsificadores e estelionatários que integram a associação criminosa.

“Foram constatados 122 desembargos irregulares em nome 54 pessoas físicas e jurídicas, com potencial prejuízo para a União da ordem de R$150 milhões em multas não recolhidas e descumprimento de embargos em áreas ambientais sensíveis da Amazônia legal”, diz a nota da PF.

Além disso a polícia informa que as diversas fazendas investigadas têm como sócios pessoas físicas e jurídicas de vários Estados do Sul, Sudeste e Centro-oeste.

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