Saldo da balança comercial goiana até outubro supera 2013

O resultado positivo é divulgado dias após o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciar o pior resultado na balança comercial brasileira nos últimos 16 anos

Goiás fechou outubro atingindo um saldo da balança comercial que supera o alcançado durante todo o ano de 2013. De janeiro a outubro, a diferença entre as exportações e importações goianas ficou em US$ 2,3 bilhões, o que representa um aumento de 10% quando comparado ao mesmo período do ano passado. O resultado positivo é divulgado dias após o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciar o pior resultado na balança comercial brasileira nos últimos 16 anos.

“Nossos avanços são conquistados tendo como foco o trabalho de aproximação com países estratégicos como a Rússia e Alemanha. Paralelo a isso, oferecemos ambientes favoráveis para a captação de novas empresas interessadas em prosperar em solo goiano. Essa receita tem permitido nos manter em plena produção e comercialização de nossos produtos. Até o maior volume das importações é alicerçado no crescimento do agronegócio e das indústrias instaladas, prova disso é o aumento de 72% na compra de adubos e fertilizantes, que serão utilizados para suprir a demanda da próxima safra”, explica o secretário de Indústria e Comércio, William O´Dwyer.

Em outubro as exportações goianas atingiram US$ 568 milhões, enquanto as importações somaram US$ 388 milhões. Quando comparada ao mês de setembro, a venda de produtos goianos a outros países cresceu 9,65%, e aumentou 1,97% em relação a outubro de 2013. Em contrapartida, as exportações brasileiras recuaram 19,6% quando comparadas a outubro do ano anterior.

A carne lidera a lista dos produtos mais vendidos, representando 29,5% de tudo que foi comercializado, movimentando US$ 167,5 milhões. Na sequência aparece o milho, superando a exportação da soja que figurou na terceira colocação. O aumento da venda de milho foi proporcionado pela alta do valor da commoditie no cenário internacional, o que estimulou o produtor a disponibilizá-lo em maior quantidade, além de uma compra expressiva feita pelo Japão, principal distribuidor do grão para os países asiáticos.

Os Países Baixos assumiram a primeira colocação na lista dos maiores exportadores de produtos goianos em outubro, movimentando US$ 73,9 milhões. A Rússia está em segundo lugar com US$ 67,8 milhões, seguida pela China com US$ 40,01 milhões.

Já as importações mantiveram o mesmo perfil de investimentos praticados pela indústria local. Veículos automotores, tratores e suas partes lideraram a lista de produtos mais importados (29,34%), seguido pelos produtos farmacêuticos (23,33%) e caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (10,45%). Os maiores importadores para o Brasil foram Coreia do Sul (18,17%), Japão (14,1%), Estados Unidos (12,91%) e Alemanha (10,04%). O resultado da balança comercial goiana foi o melhor índice de participação na balança comercial nacional, com 3,16% das vendas do País.