Hugo Oliveira
Do Mais Goiás

Rua da Divisa amanhece alagada após 2 dias da conclusão de obras de recuperação

Via ficou seis dias interditada para reparos, mas não suportou chuva de 72mm que caiu na região Norte na madrugada deste sábado (20)

Rua da Divisa, no Setor Jaó, após primeiras chuvas depois de obras de recuperação (Foto: leitor/Mais Goiás)
Rua da Divisa, no Setor Jaó, após primeiras chuvas depois de obras de recuperação (Foto: leitor/Mais Goiás)

Liberada para o tráfego, na última quinta-feira (18), após passar ao menos seis dias interditada para reparos de problemas decorrentes das chuvas da sexta-feira (12), a Rua da Divisa sofreu um novo revés na madrugada deste sábado (20). A menos de dois dias da conclusão das obras, nova precipitação deixou a via, que liga o Setor Jaó à BR-153, em baixo d’água.

No temporal do dia 12, árvores caíram sobre a pista, que também teve parte da encosta levada pela correnteza formada pela enxurrada. Agora, entretanto, diante de uma chuva de 72mm registrada na região Norte, fica claro que reparos foram insuficientes e que o escoamento apresenta-se como atual problema.

 

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Agentes da Defesa Civil se deslocam para o local para realizar uma avaliação de danos. Por enquanto, único dano evidente, captado em vídeo, é o acúmulo de água nas duas vias da pista de mão dupla, dificultando o acesso de motoristas a condomínios residenciais, ao aeroporto e ao bairro Caiçara, para além da rodovia federal.

Obras paliativas

De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Luiz Bittencourt, as obras realizadas na última semana foram paliativas. Para ele o problema não será resolvido até que obras de duplicação da via – atualmente embargadas por decisão liminar – sejam executadas. “As obras são necessárias porque o atual bueiro não comporta a demanda de água. Há um assoreamento das bacias de contenção do Aeroporto e isso provoca um alagamento no ponto baixo da pista. Com as obras embargadas, fizemos o que pudemos: recuperação do bueiro existente, reforçamos a cabeceira com contenção em pedra para que não haja erosão. Mas o problema tende a continuar até que as obras definitivas sejam conduzidas”.

Agora, a prefeitura, por meio da Seinfra, se movimenta, segundo Bittencourt, para reunir documentações e entrar com recurso judicial para que a duplicação ocorra, incluindo instalação de um novo bueiro capaz de tragar o excesso de água inclusive diante de chuvas torrenciais. “Temos que deixar uma estrutura capaz de drenar uma quantidade maior de água porque o problema decorre de uma junção de fatores. A obra que fizemos deu certo, tanto que o asfalto não rompeu e o terreno não erodiu novamente, mas as intervenções foram realmente insuficientes para evitar o alagamento. Fizemos o que pudemos em razão do embargo”.

Rua da Divisa após chuvas do dia 12/2 (Foto: Aulus Rincon/Mais Goiás)

Rua da Divisa após chuvas do dia 12/2 (Foto: Aulus Rincon/Mais Goiás)

Duplicação

Os entraves já mencionados não são os únicos a afetar a Rua da Divisa. A pista é alvo de um embate judicial que tem a duplicação do trecho com tópico central.

A gestão Iris Rezende da Prefeitura de Goiânia pretendia conduzir obras de duplicação, mas moradores da região protestaram, alegando que as intervenções poderiam destruir a nascente do Córrego Jaó.

Na época, ainda em setembro de 2020, o Paço rebateu, dizendo que não existe nascente no local. A resposta não foi suficiente para retomada dos trabalhos, já que o Ministério Público pediu a paralisação das obras, já que o projeto não dava detalhes sobre os impactos ambientais que as mudanças provocariam.

Desde então a iniciativa permanece suspensa por ordem jucial liminar.