Do Mais Goiás

Romário Policarpo pede profissionais da comunicação na prioridade da vacinação

Segundo requerimento, demanda se justifica pela exposição dos profissionais ao vírus

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Marca é da manhã desta terça-feira (15). Segundas doses imunizaram 14,1% dos adultos da capital (Foto: Jucimar de Sousa/Mais Goiás)

O presidente da Câmara municipal, vereador Romário Policarpo (Patriota), solicitou à Prefeitura de Goiânia que inclua os profissionais de comunicação no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. A demanda é do Sindicato dos Jornalistas de Goiás (Sindjor) e o requerimento foi apresentado nesta terça-feira (8) pelo presidente da entidade, Cláudio Curado.

Segundo requerimento, assinado por Romário, “o pleito se justifica devido aos profissionais de comunicação sofrerem grande exposição à transmissibilidade do coronavírus“. Além disso, o texto observa que “em outras cidades e algumas capitais, os jornalistas estão vistos como prioridade para vacinação”.

De acordo com Cláudio, ele também fez contato com o líder do prefeito na Câmara, o vereador Sandes Júnior (PP) – que também é comunicador. “Ele se comprometeu a levar o requerimento ao prefeito Rogério Cruz (Republicanos)”, destacou.

Pedidos

Vale destacar, o Sindjor já enviou três ofícios pela inclusão de jornalistas no grupo preferencial de jornalistas à secretaria de Saúde Goiás (SES-GO). O último, em abril. Apenas o primeiro foi respondido, mas negativamente.

À época, a pasta informou ao Mais Goiás que, quando um município termina a vacinação de um grupo, deve fazer um comunicado informando que concluiu essa etapa e que iniciará novo grupo. “Portanto, o município deve fazer um comunicado sobre encerramento de um grupo prioritário, e início de outro; e não uma solicitação.”

O portal procurou a prefeitura de Goiânia para comentar o requerimento. Como foi feito nesta terça, ele ainda não chegou ao paço.

(Foto: Reprodução)

Dados

Segundo dados da Fenaj, divulgados em março deste ano, 169 jornalistas morreram em decorrência da Covid, no Brasil. Com este número, o país é o com maior número desses profissionais por causa do novo coronavírus.

Só no mês de março, último pesquisado, foram 47. De acordo com boletim, à época, Goiás havia registrado somente um óbito, Robson Filene, de 52 anos.

Inclusive, o maior número de mortes ocorre nos profissionais de 51 anos: 55%. Do montante, 9,8% das vítimas são mulheres.