Rio de Janeiro

RJ: Mulher é barrada por detector e tira a roupa em agência bancária

Advogado orienta clientes a chamarem a PM





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A servidora pública municipal Maria da Conceição Santos Silva, de 53 anos, ficou apenas com as roupas íntimas ao ser impedida de entrar, na tarde desta segunda-feira, na agência da Caixa Econômica Federal (CEF) do Centro de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Ela não conseguiu passar na porta giratória mesmo depois que retirou todos os objetos metálicos que estavam na sua bolsa.

Funcionária de uma escola municipal no segundo distrito de Cabo Frio, Conceição sofre de pressão alta e foi a agência da CEF sacar o Pis/Pasep. Depois da confusão, ela passou mal e foi levada para a UPA de Cabo Frio, onde fez vários exames e está em observação. O filho da funcionária pública, Flávio Pereira da Silva, disse que vai processar a CEF:

“Minha mãe foi submetida a constrangimento e a humilhação. Ela foi filmada e fotografada por mais de cem pessoas”, lamentou o filho de Conceição.

Em entrevista ao jornal O Globo, o advogado criminalista e professor de Direito Penal, Carlos Fernando Maggiolo explicou que, em casos como este, o cliente deve chamar a Polícia Militar. Os agentes devem, segundo ele, conduzir a vítima, o vigilante e o gerente para a delegacia mais próxima.

“É um caso típico de constrangimento ilegal, com flagrante delito. A autoridade policial deve indiciar o vigilante e, caso este diga que recebeu ordens do gerente, o bancário deve ser o indiciado. E, em caso de necessidade de revista em mulher, isso só pode ser feito por policial do quadro feminino da PM”, disse o advogado.

Em nota, a Caixa Econômica Federal “esclarece que utiliza portas automáticas giratórias com detectores de metal em suas agências”. O texto acrescenta, ainda, que “objetivo é proteger os clientes, seus empregados e patrimônio”.